Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

04
Nov 07
 
Localização
Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora
 
Acesso
Avª Dr. Ramos Pereira
 
Protecção
IIP, Dec. nº 47 508, DG 20 de 24 Janeiro 1967 e Dec. nº 47 508, DG 59 de 10 Março 1967
 
Enquadramento
Borda d'água. Ergue-se na margem direita do rio Âncora sobre maciço rochoso, junto ao porto, e no lugar designado de Lagarteira.
 
 

 
Descrição
Planta estrelada formada por 4 baluartes laterais e bateria ressaltada, de 3 faces encimadas por eirado, na fachada posterior, voltado ao rio.
Muros em talude, corridos em toda a sua extensão por moldura curva encimada por parapeito, interrompido nos cunhais por guaritas, facetadas e coroadas por bola sobre plinto, e por canhoeiras na bateria.
No baluarte virado a N. sobressai da muralha balcão fechado sobre 3 modilhões e com bueiros. Ao centro da face recta do frontespício, portal de arco pleno, de aduelas marcadas e sobre pés direitos, encimada pelas armas de Portugal, coroadas e com volutões laterais.
No interior, pequena praça de armas enquadrada por 3 construções com cobertura a 1 água e 2 rampas de acesso ao adarve e eirado. Quartéis abobadados e com lareira.
 
 

 
Utilização Inicial
Militar: Fortaleza para defesa da costa
 
Utilização Actual
Não tem. Até há três anos funcionou no Forte a delegação marítima da Capitania do Porto de Caminha
 
Propriedade
Pública: Estatal
 
Época Construção
Séc. 17 (conjectural)
 
Arquitecto | Construtor | Autor
Não definido
 
Cronologia
1640 / 1668 - Época provável da sua construção, durante a Guerra da Restauração; 1690 - data apontada pelo Engº Bastos Moreira para a sua edificação, sob ordem de D. Pedro II.
 
Tipologia
Arquitectura militar, seiscentista. Dada a sua planimetria, integra-se no grupo de fortalezas seiscentistas de planta estrelada, de pequenas dimensões e alçado simples.
 
 

 
Características Particulares
Persistência de formas de carácter medieval, observável no balcão fechado, e sua conciliação com 1 concepção planimétrica e militar completamente distinta e de cariz seiscentista.
 
Dados Técnicos
Estrutura mista em cantaria com aparelho "mixtum vittatum" e "vittatum".
 
Materiais
Granito. Cobertura de telha.
 
Intervenção Realizada
DGEMN: 1955-Execução de obras de conservação pela Direcção dos Serviços de Construção e Conservação; 1980 / 1981 - obras de consolidação; 1982 / 1983 - beneficiação do muro interior; 1984 - trabalhos de beneficiação; 1997 - conservação dos paramentos exteriores, caminho e ronda e beneficiação do adarve; revisão da instalação eléctrica; iluminação do caminho de ronda.
 
 

 
Observações
Este imóvel foi classificado como Forte da Lagarteira pelo Despacho de Maio de 1973. Foi uma das fortalezas construídas no séc. 17, durante o reinado de D. Pedro II, para o reforço da costa portuguesa perante a ameaça espanhola, integrando-se na linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da Costa atlântica.
A sua planta estrelada com baluartes faz deste imóvel uma verdadeira fortaleza, tornando-se, portanto, incorrecta a designação de forte.
Segundo Nuñez (1987), este imóvel, bem como outras fortificações levantadas no século 17 na costa portuguesa entre Vila Praia de Âncora e Esposende, reúnem as mesmas características constituindo na prática um modelo, representam um avanço no sistema de defesa e vigia e possivelmente resultam da elaboração do mesmo arquitecto ou projectista.
O autor não exclui a hipótese deste sistema se estender até ao Guadiana, como plano integrado de uma política de defesa da costa definida a partir da capital do reino.
 
publicado por Brito Ribeiro às 15:38

Novembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
16
17

19
20
22
23
24

25
27
28
29
30


subscrever feeds
Relógio
Visitantes
contador de visitas gratis
Hospedagem de Sites
O Tempo
miarroba.com
Buffering...
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO