Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

13
Mar 07
- Quem ri por último............................é de compreensão lenta.
- Os últimos são sempre................................desclassificados.
- Quem o feio ama..................................tem que ir ao oculista.
- Deitar cedo e cedo erguer................................dá muito sono.
- Filho de peixe .......................................é tão feio como o pai.
- Quem não arrisca.................................................não se lixa.
- O pior cego.......................é o que não quer cão, nem bengala.
- Quem dá aos pobres........................................fica mais teso.
- Há males que vêm.....................................................e ficam.
- Gato escaldado...................................geralmente esta morto.
- Mais vale tarde......................................que muito mais tarde.
- Cada macaco...........................................com a sua macaca.
- Águas passadas.................................................já passaram.
- Depois da tempestade..........................................vem a gripe.
- Vale mais um pássaro na mão .. que uma cagadela na cabeça.
publicado por Brito Ribeiro às 16:04
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12
Mar 07
Já passava das duas da tarde e o espectáculo continuava. Os mirones eram cada vez mais, apesar de alguns terem ido a casa meter uma bucha rápida, outros tinham-se desenrascado numa das tascas das imediações. Na churrasqueira do mercado, já tinham acabado com as pataniscas, os panados e o prato do dia, feijoada à transmontana, tinha desaparecido como o fumo ao vento. Agora estavam a aviar bifanas, bolinhos de bacalhau e rissóis feitos a toda a velocidade.
Os reforços da polícia chegaram, mas em vez da polícia de choque, vieram uns gajos vestidos à ninja, todos de preto, as caras cobertas com gorros, que se posicionaram por detrás das duas carrinhas que os transportaram. Chegaram também os jornalistas, que instalaram câmaras de filmar em vários pontos da praceta, nos melhores ângulos, para cobrirem uma mais que provável intervenção da polícia, pois os gajos lá dentro, nem tugiam, nem mugiam. Por todo o lado, viam-se jornalistas de microfone na mão, a entrevistar a populaça.
Ao negociador da polícia, os assaltantes só disseram que queriam um carro à porta para fugirem e que não queriam ser seguidos, de contrário matavam os reféns.
A Júlia tinha ficado uma boa parte da manhã a dar e a ter, mas teve que rumar à loja para substituir o Bertinho, que estava roído de impaciência e de curiosidade.
-Conte-me D. Júlia. Ainda lá estão? Já houve tiros?
- Aquilo é uma camada de empatas. Nem os assaltantes saem, nem os polícias entram. Havia de ser a mandar e já estava tudo resolvido. Até já me doem as pernas de lá estar parada. Já nem vou a casa. Vou ligar ao Simplício e dizer-lhe para aquecer no microondas a jardineira que fiz ontem à noite.
-Então vou eu D. Júlia! Mas primeiro vou ver se como qualquer coisa, e só depois é que passo lá pela praça, para ver o ambiente.
-Vá, Vá, mas não me deixe ficar aqui sozinha a tarde toda.
- Eu vou num pé e venho noutro.
 
Depois de ter engolido dois croisants e um galão na pastelaria que estava à cunha, foi a casa, pegou na máquina fotográfica, trotou para o centro da praceta e à força de braços, de pedidos de desculpas e de sorrisos manhosos, foi-se chegando até ficar na primeira fila, mesmo em frente dos correios, ao lado de uma das carrinhas da polícia.
Dali até podia ver e ouvir o que eles diziam entre eles e ficar melhor informado que os demais. Com um pouco de sorte, podia tirar alguma fotografia espectacular, até as podia vender a algum jornal ou televisão.
“O que é preciso é estar no sítio certo, à hora certa; Só é pena porque faz um vento gelado que deixa todos a tiritar de frio. Sempre é melhor que a chuva da manhã”, pensou o Bertinho, aconchegando o flamejante blusão de penas que tinha comprado no shopping e que lhe custara os olhos da cara.
Num ápice, chega um BMW enorme, um da série 5 ou série 7, um “carrão” que pára mesmo junto ao passeio, o mais perto possível da porta dos correios, dele sai o condutor, que em voz alta diz para o interior do posto:
- Podem sair, aqui está o carro como combinado; Libertem os reféns.
- Li…li…libertamos o caraças, eles vão co…connosco, são a nossa ga…ga…garantia.
-Não foi isso que…
- To…todos para trás, senão limpo o sebo j…á a esta cabra dos co…correios – ameaçou o gago, mantendo a Rosete na sua frente, com o cano da espingarda encostado às costas.
- Para trás, para trás – gritavam os polícias tentando empurrar o maralhal que não recuava um passo.
- Que…remos um condutor – exigiu novamente o líder dos assaltantes.
- Eu sou o vosso condutor e a vossa garantia, por isso libertem os reféns – respondeu o indivíduo que viera a conduzir o BMW.
- Nem penses, tu és da po…policia. Que…remos um gajo civil. Serve a…aquele que está ali de blu…blusão ver…vermelho, o fo…fo…foto…grafo.
- Qual? Onde?
- A…a…aquele alto de blusão à Ben…ben…benfica.
Todos procuravam com o olhar quem era o “felizardo”, escolhido pelos assaltantes para os conduzir na fuga. Os olhares convergiam todos para o nosso Bertinho que completamente atónito murmurava “Eu? Oh, meu Deus e agora? Nem sitio tenho para fugir, nem sequer para me esconder…”.
- Estás a ou…ouvir pá, me…mete-te no carro e pre…pre…para-te para arrancar na “broa” quando te di…disser, senão dou um ti…tiro nesta gaja e outro em ti.
- Faça o que ele diz porra, não vê que está desesperado e pode cometer uma loucura – diz o polícia ao Bertinho que, como um autómato, se dirige para o BMW e o põe a trabalhar.
Num instante saem os assaltantes protegidos pelos reféns, que caminham na frente. O momento é de máxima tensão. Os ninjas apontam as metralhadoras e seguem todos os movimentos, à espera de uma oportunidade.
- Não disparem, não disparem, que ainda nos acertam – suplica o “Adesivo” entalado entre o Lopes e a Rosete.
- Po.. podem ficar co…m a gaja, que e…e…sta não é de fiar – diz o gago dando um empurrão à Rosete que se estatela de costas no canteiro das flores, fazendo a saia subir, deixando à vista as coxas e as cuecas.
Foi o momento chave, pois todos viraram a cara para apreciar a Rosete e o carro da fuga arranca a toda a velocidade. Para ser mais exacto, não arranca a toda a velocidade, porque primeiro dá dois ou três valentes soluços e depois é que arranca aos ziguezagues, de tal forma, que ainda bateu de raspão em dois carros que estavam estacionados, obrigou um magote de mirones a fugir desordenadamente para não serem atropelados e mandou pelos ares o carrinho das pipocas, tremoços e amendoins que o Valdemarcio e o Lira usavam habitualmente nos jogos de futebol e nas festas das aldeias, que eles tinham montado logo de manhã, à entrada da praceta, quando suspeitaram que o assalto estava para durar.
- Que merda de policias. Estes gajos são os de intervenção? Eles intervêm mas é nos tachos, cambada de lateiros.
- Já percebo porque é que tapam a fronha. É para não passarem pela vergonha de serem reconhecidos.
- Calma, Calma - diz um dos policias, que parecia ser o chefe – Não podíamos pôr em risco a vida dos reféns e os assaltantes estão neste momento a ser seguidos pelo nosso helicóptero.
- Ena pá! Aqueles gajos é que são burros… Então a polícia tem um helicóptero e eles pedem um carro. Que nabos.
- E depois punham o Bertinho a conduzir o helicóptero, não? Ele nem uma bicicleta conduz em condições. Vamos mas é beber um copo enquanto não há novidades. É pá, viste a Rosete?
- Então não vi!! Um espectaculo desses não se pode perder! Vamos lá molhar o bico, que aquilo até me deu sede.
publicado por Brito Ribeiro às 17:29
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07
Mar 07
Quando saí da escola primária, no longínquo ano de 1967, fui direitinho para o Externato de Santa Rita em Caminha, porque em Vila Praia de Âncora apenas havia uma pequena escola particular, as “freiras” na Quinta do Doutor Queiroz.
Outra alternativa era o Liceu ou a Escola Técnica em Viana, mas a minha mãe não via com bons olhos, que o seu menino (eu!), fosse sozinho, de comboio, vadiar à vontade, para a grande cidade.
 
Como o Externato tinha boa reputação e tinha uma carrinha que vinha buscar os miúdos às freguesias, os meus pais fizeram o sacrifício de pagar as propinas, acabando por “estacionar” em Caminha durante cinco anos, até ir para o Liceu de Viana do Castelo.
No Externato fiz o quinto ano, actual nono ano, sem problemas de maior, como muitos conterrâneos da mesma idade. Era sem dúvida a escola da moda e evoluiu muito mais depressa que “as freiras” em Vila Praia de Âncora que da Quinta do Queiroz vieram mais tarde para o Lugar do Paraíso, dando origem ao Colégio Nossa Senhora da Assunção, o embrião da actual Ancorensis.
O Externato, no início dos anos oitenta, começou a definhar, acabando por encerrar, estando hoje o edifício, que era alugado, totalmente abandonado e em ruínas. Mete dó olhar para aquela miséria, pelo menos a mim, que tenho ainda e sempre, recordações muito vivas daquele espaço.
 
No ano que entrei para aquela escola, foi contratado o meu primo Zé Meira, para funcionário da secretaria, tarefa que acumulava com a de motorista de uma das carrinhas, que transportava a rapaziada até casa.
O Zé Meira fazia a parte sul, seja Cristelo, Moledo, V. P. de Âncora, Laje, Vile e Riba D`Âncora, enquanto outra carrinha passava por Venade, V. de Mouros, Seixas, Lanhelas, Gondarem e Cerveira. Pelo menos estas freguesias eram percorridas uma e outra vez, pelas pequenas carrinhas, uma Volswagen e uma Austin, que deviam levar nove passageiros, mas que eram atulhadas com vinte ou trinta putos todos encavalitados uns nos outros. Mais tarde, compraram um pequeno autocarro italiano, um OM e posteriormente, já não é do meu tempo, adquiriram um autocarro Leyland, que acabou os seus dias, no Âncora-Praia.
É curioso que em V. N. de Cerveira só havia escola primária, tendo os alunos que quisessem continuar a estudar, de optar pelos Externatos de Caminha ou Valença; ou então ir para Viana.
O prédio onde estava instalado o Externato de Santa Rita era antigo, mas estava relativamente bem conservado, excepto as águas furtadas, local totalmente proibido para nós. Lembro-me de ter lá ido espreitar uma vez e apenas retenho a ideia de muitas pastas e muitos papéis empilhados.
 

Dizer que os rapazes e as raparigas não se misturavam e tinham entradas e recreios separados, causa grande estranheza nos jovens de hoje, mas naquela época era natural e eu nem sequer achava nada de estranho, pois vinha habituado a essa segregação da escola primária. Havia algumas turmas que eram mistas mas, mesmo aí, os rapazes ficavam de um lado e as raparigas ficavam do lado contrário. Se houvesse gente para fazer duas turmas é claro que estávamos novamente condenados a ver as raparigas ao longe. Raio de sorte!
Também é verdade que não haviam tantas exigências pedagógicas como agora; a minha turma no terceiro ano, (actual sétimo) tinha quarenta e três ovelhinhas e usava a sala maior do primeiro piso, virada a sul, para Venade e tinha uma pequena varanda.
 
Quando lá cheguei, com os meus dez anos acabados de fazer, encontrei uns matulões que lá andavam, que impunham respeito. A nós, os pequenos, não nos permitiam sequer ir às retretes, local onde eles, os grandes, permaneciam para fumar às escondidas, o que nos obrigava a fazer as necessidades de fugida, antes que caísse algum cachaço.
Por falar em cachaços, era prática comum os castigos corporais por parte dos professores, embora me lembre que alguns nunca nos bateram, nem sequer ameaçaram. Havia um vasto leque de castigos corporais desde as bofetadas até à palmatória, passando pelas sempre temíveis canadas. No entanto, a palmatória era o castigo que todos procuravam evitar, em particular a palmatória do Padre Cândido de Âncora, que tinha treze buracos e era conhecida pelo “totobola”. Esse Padre era professor de português e faleceu num acidente de viação. Foi substituído em Âncora pelo Padre Marinho, uma figura castiça, de que hei-de falar um dia.
 
O professor Laurentino Monteiro, o professor Monteiro para a malta, era simultaneamente o nosso terror e o nosso ídolo, pois se era severo e nos aquecia o pêlo quando calhava, também era o professor que estava sempre pronto para uma piada ou uma história engraçada. Quase quarenta anos volvidos, ainda não conheci ninguém que se sinta magoado com o comportamento desse homem.
Ao longo dos anos, deu-me uma série de disciplinas, o português, história, ciências, francês e geografia, pelo menos. Quando algum professor faltava, o que era raro naquele tempo, se estivesse livre, dava qualquer outra matéria, com todo o à vontade.
Este professor tinha imensas particularidades, uma das quais eram os sumários. Invariavelmente o sumário era “matéria nova”, “continuação da lição anterior” e “chamadas”. As “chamadas” eram umas provas orais, uma série de perguntas, que fazia a quatro desgraçados que ele escolhia pelos números e que se iam sentar nas primeiras carteiras à sua frente.
Eu era habitualmente um dos “Cristos” devido ao meu primeiro nome, António. Como os números eram atribuídos por ordem alfabética eu tinha sempre um número baixo e ele escolhia imensas vezes o 1,2,3,4; e lá ia eu, que fui sempre o 2 ou o 3. Antes de mim só haviam os Alfredos, os Abílios e pouco mais.
Os meus colegas com números altos tinham mais sorte, mas também se tramavam, pois ele sabia muito bem o que fazia, tinha boa memória e não deixava escapar ninguém, até porque as “chamadas” contavam para nota, sendo a nota cuidadosamente apontada na sua caderneta. Alem de nos arriscarmos a uma negativa (sofrível, medíocre e mau) ainda arriscávamos alguma canada na “tola”, se disséssemos algum disparate maior. Lembro-me de ter levado algumas, a propósito das declinações em latim.
 

Outro professor inesquecível é o Dr. Fonseca, felizmente ainda vivo e de boa saúde, que era o director da escola e professor de matemática. Retenho do Dr. Fonseca uma certa imprevisão do humor ao entrar na sala. Se estivesse bem disposto, tudo corria bem e tinha paciência de santo. Pelo contrário, se vinha com os “azeites”, ia tudo na frente e era realmente mal de aturar.
Estes dois eram o núcleo duro do Externato e a sua alma. Os outros professores e funcionários contribuíam para o sucesso, mas na verdade, na minha verdade, quem puxava o carro eram o Monteiro e o Fonseca.
 
Recordo a D. Zita, professora dos miúdos da primária (que eram poucos) e professora de desenho, o Dr. Ernesto e a Dr. Rosa que eram casados e foram depois para África. Ele leccionava português e musica, ela era professora de físico-química; a professora Isolina, professora de Francês, cujo marido tinha um Volswagem carocha que a malta achava o máximo, o Dr. Dionísio Marques advogado de Caminha, que dava inglês e que possuía um Citroen DS, um “bico de pato” como ele dizia, o Padre Amorim professor de história e moral. Mais tarde entrou para docente o eng. Cruz que nos deu matemática e que hoje está no Instituto de Estradas em Viana do Castelo. Foi com ele que vi, pela primeira, vez usar uma régua de cálculo, já que ainda não haviam calculadoras.
Não me lembro quem dava Físico-química depois da saída da drª Rosa, talvez o dr. Fonseca. Tive ainda como professor o padre Lourenço Alves em Francês, um apaixonado pela história e pela arqueologia e um óptimo contador de histórias. Estava-me a esquecer do malogrado padre Aparício que dava Religião e Moral e que faleceu de acidente de motorizada, aqui em Vila Praia de Âncora, em plena Praça da Republica. Aquele homem era um santo e ainda hoje o recordo frequentemente com saudade. Após a sua morte foi substituído pelo padre Manuel Afonso.
 
Na secretaria trabalhava a D. Luiza, irmã da D. Zita e o Zé Meira, como já tinha referido. Havia uma senhora da limpeza, da qual tenho ideia vaga, mas não me recordo do nome; havia outro motorista alem do Zé Meira, que era o sr. Fernando Costa, mais conhecido, por Fernando dos Pitos, marido da Capitolina, que tinha um supermercado na rua da Corredoura, agora administrado pelo seu filho mais novo, o Carlos. O filho mais velho, Fernando como o pai, é da minha idade e estudou comigo durante aqueles cinco anos; era um dos meus parceiros favoritos. Há muitos anos que não nos encontramos, visto ter emigrado para o Canadá. Não me posso esquecer do Amaro, o motorista que depois substituiu o Fernando dos Pitos e que nos aturava as algazarras que fazíamos dentro do autocarro.
Alem do Fernando dos Pitos filho, guardo na memória muitos outros colegas de turma, como o Vítor Barrocas de Vilar de Mouros, o Desiderio de Dem, o Fernando Lajes e o Rui Fernandes de Lanhelas, o Gonçalves de Cerveira, o Zé Araújo, o Fausto e o Filipe de Caminha, o Frederico de Vile, o Zé João de Riba D`Âncora, o Ernesto de Cristelo que era o ajudante de campo do professor Monteiro. Era ele que lhe fazer os recados e acompanhava-o à feira para carregar as couves!
Alem destes, tínhamos o Nelson, Chico e o Zé da Linha, todos eles de Âncora. O Chico que era primo do Nelson, morreu tragicamente num acidente de motorizada poucos anos depois, na rua 31 de Janeiro, junto à bomba de gasolina.
 
Alguns destes compinchas ficaram pela zona o que permite algum contacto esporádico. Outros tiveram rumos de vida diversos e perdeu-se todo o relacionamento, mas não se perdeu a memória.
A próxima vez que pegar neste tema será para contar algumas aventuras que ainda me lembro, passadas comigo e com outros colegas de anos e turmas diferentes, mas todos pertencentes à grande “família” do Externato de Santa Rita.
 
 
 
 
publicado por Brito Ribeiro às 21:14
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Estava a trabalhar meu escritório, quando me lembrei de uma chamada telefónica que tinha que fazer. Encontrei o número e marquei.
Atendeu-me um sujeito mal-humorado, que disse:
- Stou!!!
- Bom dia. Posso falar com a Teresa?
O gajo do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou-me o telefone na cara. Nem podia acreditar que existia alguém tão mal-educado.
Voltei a pegar na minha agenda o número correcto da Teresa e liguei. O problema tinha sido a inversão os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Teresa, observei o número errado ainda anotado no bloco de apontamentos sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, disse-lhe:
- Você é um filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "filho da puta", arranquei o papel do bloco e enfiei-o por baixo da minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou num mau momento do dia, ligava para ele, e quando atendia, dizia-lhe "Você é um filho da puta" desligando sem esperar resposta.
Isto fazia-me sentir realmente muito melhor. Ocorre que a PT introduziu o novo serviço de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste, porque teria que deixar de ligar para o "filho da puta".
Então, tive uma ideia: liguei o seu número de telefone, ouvi-o dizer "Stou" e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando do departamento comercial da PT, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas.
- Não estou interessado! - Disse ele, e desligou de imediato, deixando-me pendurado na linha.
O gajo era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Stou?
- É por isso que você é um Filho da puta!!! - e desliguei.
Deixe-me dar-lhe uma sugestão! Se existe algo que realmente o incomoda, sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor; simplesmente liga 258921xxx ou o número de algum outro filho da puta que conheça, e diga-lhe o que ele realmente é.
 
Um dia fui até ao shopping, no centro da cidade, com a ideia de comprar umas camisas. O parque estava cheio e uma senhora demorava imenso tempo para tirar o carro do seu lugar. Cheguei a pensar que nunca mais fosse sair, tal a dificuldade das manobras executadas pela condutora.
Finalmente o carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder o meu carro um pouco, para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: "Boa, finalmente vai embora".
Imediatamente, apareceu um Citroen azul vindo do outro lado do estacionamento que entrou de frente no espaço deixado vago pela senhora, que tinha acabado de sair. Comecei a buzinar e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Citroen simplesmente desceu do carro, fechou a porta, activou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não tivesse ouvido.
Perante a sua atitude, pensei: "esse gajo é um grande filho da puta! Com toda certeza há uma grande quantidade de filhos da puta neste mundo!". Foi aí que reparei que o gajo tinha um aviso de "VENDE-SE" no vidro do Citroen. Então, anotei o seu número de telefone e procurei outro espaço para estacionar.
Alguns dias depois, estava sentado no meu escritório, após ter ligado o 258921xxx do meu velho amigo e dizer-lhe "Você é um filho da puta" (agora já é muito fácil marcar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cabrão do Citroen azul e pensei: "Deveria ligar para esse gajo também".
E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- Alô.
- Falo com o senhor que tem um Citroen azul para venda?
- Sim, sou eu.
- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua do Rosário, n° 527. É uma casa amarela e o Citroen está estacionado em frente.
- Como é o seu nome?
- Chamo-me Eduardo Cerqueira Marques - diz o gajo.
- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
- Pode encontrar-me em casa ao final da tarde, à noite e nos fins de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso dizer-lhe uma coisa?
- Claro.
- Eduardo, você é um grande filho da puta!!! - e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter identificador de chamada, pois não fui importunado, depois de falar com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois "filhos da puta" para ligar.
 
Após algumas ligações ao par de "filhos da puta" e desligar, pensei que já não era tão divertido como antes. Este problema parecia-me muito sério e pensei numa solução: Em primeiro lugar, liguei para o "filho da puta número um". O sacana, mal-educado como sempre, atendeu:
- Stou - e então disse-lhe:
- Você é um filho da puta - mas desta vez não desliguei.
O "filho da puta" diz:
- Ainda estás aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, maricão!!! - Respondi rindo.
- Pára de me telefonar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- Não paro nããão, grande filho da puta!!!
- Qual é o teu nome, cachorro? - Berrou ele, descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
-O meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu filho da puta. Porquê???
- Onde moras, que eu vou aí foder-te, desgraçado? - Gritou ele.
- Achas que eu tenho medo de um filho da puta ranhoso como tu? Eu moro na Rua do Rosário, n°527, numa casa amarela, e o meu Citroen azul está estacionado em frente. Seu palhaço, filho da puta. E agora, vais fazer o quê???? – Gritei eu.
- Eu vou até aí, agora mesmo... É bom que comeces a rezar, porque tu já eras... - rosnou ele.
- Uuiii! É mesmo? Que medo me dás, filho da puta. Tu és um monte de merda! E vou ficar à porta da minha casa à tua espera!!! - e desliguei o telefone na cara dele.
Imediatamente liguei para o "filho da puta número 2".
- Sim? - diz ele.
- Olá, grande filho da puta!!! – Disse-lhe.
- Pá, se eu te encontrar vou...
- Vais o quê? O que vais fazer??? Seu filho da puta!
- Vou dar-te tantos pontapés nessa boca até ficares sem nenhum dente!!!
- Achas que eu tenho medo de ti? Vou-te dar uma grande oportunidade de tentares dar-me um pontapé na cara, pois vou agora para a tua casa, seu filho da puta!!! E depois de te rebentar o focinho, vou partir todos os vidros desta porcaria de Citroen que tens. E reza para eu não pegar fogo a essa casa amarelinha de paneleiro. Se fores homem, espera-me na porta dentro de 5 minutos, meu filho da puta!!! - e desliguei o telefone.
De seguida fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afectada e chorosa, disse que estava na Rua do Rosário, n° 527 e que ia matar o meu namorado homossexual e incendiar-lhe a casa.
Finalmente peguei no telefone e liguei para a SIC contando que ia começar um desacato entre um marido, que ia voltar mais cedo para casa, para apanhar em flagrante o amante da mulher, que morava na Rua do Rosário, n° 527. Depois de fazer isto, meti-me no meu carro e fui para Rua do Rosário, um pouco mais acima do n° 527, para gozar o espectáculo.
 
Foi reconfortante, observar um par de "filhos da puta" à chapada em frente de uma equipa de reportagem da televisão, até a chegada de 2 carros da polícia, uma carrinha do corpo de intervenção, dois carros dos bombeiros e duas ambulâncias que acabaram por levá-los (algemados) para as urgências do hospital onde ficaram internados, dada a gravidade dos ferimentos.
 
Moral da história? - Não tem moral nenhuma! Foi mesmo para lixar dois filhos da puta…
E tu, vê se atendes o telefone educadamente, pois posso ser eu a ligar-te por engano...
 
publicado por Brito Ribeiro às 20:42
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publicado por Brito Ribeiro às 16:49
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05
Mar 07
Oito e dez duma manhã com o céu plúmbeo, que ora chovia, ora ventava, uma daquelas manhãs que não apetecia sair da cama, quanto mais vir para a rua. Bertinho "Cambalhota" entra em passo de corrida na mercearia e exclama: D. Júlia, já soube o que aconteceu?
- Bom dia também para si, caramba, nem se cumprimenta quem está…
- Ah desculpe, estou muito excitado, se soubesse!
- Mas que raio aconteceu? Desembuche homem, desembuche!
- Os correios foram assaltados e fizeram reféns. Um deles é o "Adesivo" e outro é…
- O quê??? Esse malandro atreveu-se a assaltar os correios? Eu bem digo que ele não é boa peça…
- Oh D. Júlia, por amor de Deus, o "Adesivo" não é o assaltante, é um dos reféns.
- Eu sabia, Deus é grande. Bertinho, diga-me, diga-me, o assaltante tem alguma arma?
- Parece que é mais que um e tem espingardas sem canos.
- Sem canos, e disparam por onde, pelo cu, não?
- Não é nada disso, é com os canos curtos, serrados ou lá como se diz.
- E o assalto já acabou ou ainda lá estão?
- Estão lá dentro e a polícia tem os correios cercados. Até estavam a dizer que vinha a caminho a polícia de choque.
- Ah, ah, ah, agora é que o "Adesivo" se não levar um tiro, sai de lá todo borrado. Não vou perder isso por nada. Bertinho, fique aqui, que eu vou lá dar uma espreita e já venho.
- D. Júlia, podíamos fechar o estabelecimento por um bocado e eu também ia. Como assim, agora não vem cá ninguém, enquanto o assalto não estiver resolvido.
- Não podemos fechar. Vem os fornecedores e é preciso estar alguém para atendê-los. O Zé Bastos há-de estar a chegar.
Sem mais, a Júlia sai para a rua, ainda a vestir a gabardina, com o guarda-chuva atravessado debaixo dum braço.
"Raios partam o Zé Bastos", pensa o Bertinho, ele é que devia estar como refém, que também se havia de borrar todo. Perdia logo aquele ar enjoadinho de gente fina.
Nos correios, o ambiente era tenso e o ar húmido, provocando arrepios de frio e nervoso aos reféns e aos dois assaltantes, que cobriam as cabeças com simples meias de lycra. Ambos na casa do trinta e tal anos, um destacava-se pela estatura e por um nariz enorme que nem a meia disfarçava.
Tinham entrado e enquanto um deles ficava junto à porta, o outro, o "pencudo" tinha afastado do balcão, sem cerimónias, o Gonçalves "Adesivo" e o Lopes que era vendedor de fotocopiadoras, para berrar às orelhas da funcionária "isto é um assalto, passa para cá a massa".
Instalou-se a confusão pois a funcionária, a Rosete, não era de modas e pregou com uma lista telefónica que estava ali à mão, no focinho do gajo. É escusado lembrar que foi o seu apêndice nasal que se encarregou de amortecer a pancada, ficando a pingar sangue e ainda mais à banda do que já estava de nascença. Foi quando o outro assaltante que estava à porta levantou a espingarda e disse à Rosete:
- Que…queres levar um ti…ti…tiro nos cor…nos?
A partir daí tudo correu bem e não houve mais dialogo. O "Adesivo" e o Lopes trocaram olhares de cumplicidade, como quem diz, "o dinheiro nem é nosso", a funcionária acalmada com a ameaça de lhe fazerem um novo penteado, tinha aberto o cofre, que possuía um dispositivo de retardamento da abertura e esperava sentada, com ar acabrunhado, que a porta se desbloqueasse.
O "Pencudo", que continuava a sangrar do nariz, ia enchendo os bolsos com os trocos que estavam na gaveta do balcão e por vingança, despojou a sua agressora dos brincos, um anel e uma pulseira de ouro que tinha herdado da madrinha e teria seguramente mais de cinquenta anos.
Foi neste momento que se ouviu uma sirene no exterior e o carro da polícia parou com um ranger de pneus, do outro lado da rua. Dele saíram dois polícias de pistolas na mão, enquanto o motorista saia do carro e ia à bagageira buscar uma espingarda.
- Que…m cha…chamou estes ca…cabrões? Foste tu – berrava o ladrão gago, junto da porta, brandindo a espingarda em direcção ao Lopes, que tinha a careca ainda mais brilhante devido ao suor, enquanto abanava a cabeça numa negativa.
- Então f…oste tu – e a espingarda virava-se para o "Adesivo" que também gaguejou – "Eu? Eu? Co…mo carago? Só se foi essa gaja. Já vi num filme que eles têm um botão ou um pedal por baixo do balcão para quando tem uma situação de emergência ligarem directamen…
- Cala-te ou le…vas já um tiro. Mer…merda, agora estamos li…li…lixados… Mas vós ides à nossa fren…te.
- É pá, deixa-te disso, se quiseres nós até testemunhamos a vosso favor. Tendes é de vos entregar.
- Mas tu és ma…maluco? A…panhamos no mi…mínimo dez anos cada um e eu ainda só s…aí de lá há me…menos de um ano.
- Ouve lá, nunca apanhas dez anos porque eu te garanto que testemunhamos em vosso favor, não é Lopes? E tu Rosete, se estes rapazes acabarem já com esta cena, não vais ao tribunal abonar em seu favor? É claro que vais – remata o "Adesivo" sem esperar a resposta dos outros.
- Ca…cala-me já essa boca e d…eixa-nos pen…pensar.
Cá fora, a praceta estava praticamente cheia, cada vez os mirones eram mais. Os polícias esforçavam-se por conter a malta, que queria à viva força, estar na primeira fila e nem os avisos de que os assaltantes estavam armados, os demoviam. Chegaram entretanto reforços do posto vizinho, que de G-3 em punho, visavam as persianas cerradas dos correios. De dentro nem um pio.
-De é que estão à espera? Perguntava a tia Maria da Quelha que se impacientava com as demoras - daqui a nada tenho que ir pôr a sopa ao lume e isto não ata, nem desata.
- Estão à espera da polícia de choque.
- Não é nada disso. Estão à espera de um negociador.
- Negociador? Para quê? Então o comandante do posto não sabe do ofício?
- Deviam era mandar granadas lá para dentro.
- Oh mulher, queres matá-los a todos?
- Eu disse granadas, mas de cheiro, daquelas em que saem todos a tossir…
- Coitada da Rosete, ainda pode ser ferida.
- Sabem que lá dentro, estão presos o "Adesivo" e o Lopes?
- O quê? O "Adesivo"? Bem, então os assaltantes estão tramados! Daqui a nada rendem-se, só para não o aturarem.
E os comentários continuavam com todos a darem palpites e a avançarem soluções entre o sério e cáustico. Foi nesse ambiente que a Júlia mergulhou, quando chegou à praceta, em frente do posto dos correios.
 

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 11:49
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02
Mar 07
 
Portugal é cada vez mais, um pobre país, feito de contrastes onde a classe política aparece descredibilizada perante o eleitorado, que se apercebe da falta de qualidade e de seriedade de muitos dos seus eleitos. As benesses, mordomias e outras contrapartidas escandalosas não abonam nada em favor dos políticos, não porque eles ganhem muito, mas porque a maioria dos portugueses que os elegeram, ganham vergonhosamente mal.
Não acreditam? Vamos a números.
Começando por Cavaco Silva que alem de receber o vencimento de Presidente da República (mais de 7.000 euros) recebe uma pensão de 4.152 euros do Banco de Portugal, outra pensão de 2.328 euros da Universidade Nova de Lisboa e outra pensão de 2.876 euros por ter exercido a “profissão” de primeiro ministro. Grande exemplo!
 
Vasco Franco antigo número dois da Câmara de Lisboa pelo PS, apesar dos seus 50 anos, já está reformado com 3.035 Euros mensais. Como a reforma era “curta”, arranjou um biscate como administrador numa sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra com um vencimento líquido de 4.000 euros. Como tem olho para o negócio, reclamou e recebe já, mais uma pensão como reformado do exército de 900 Euros e mais 250 Euros em senhas de presença, como vereador sem pelouro. Junte-se o automóvel e motorista, secretária (com duas pernas), assessores, cartão de crédito e telemóvel. Temos então, mais uma reforma à portuguesa.
 
António Mexia, antigo ministro dos governos do PSD, passou para presidente da EDP, quando deixou o governo. Recentemente, contratou um novo assessor jurídico de nome Pedro Santana Lopes, por acaso, apenas por acaso, seu antigo primeiro-ministro, ao qual lhe é pago a modesta quantia de 10.000 Euros. Por mês, claro.
Freitas do Amaral, fundador do CDS e ex-ministro de Sócrates, quando esteve na Galp recebia 6.350 Euros e tinha um seguro de vida de 70 meses de vencimento. Guido de Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, saiu da Esso para a Galp a troco de 17.400 Euros mensais e também com um seguro de vida idêntico ao de Freitas do Amaral.
Mas a Galp está recheada de histórias rocambolescas, como a que se passou com um quadro superior admitido em 2002, que cerca de um ano depois foi dispensado de funções, recebendo uma indemnização de 290.000 Euros. Na época, era António Mexia o “patrão” da Galp.
Ferreira do Amaral também quis experimentar este paraíso, como presidente do conselho de administração, cargo não executivo, mas mesmo assim remunerado com 3.000 Euros. Pouco tempo depois da nomeação, começou a receber mensalmente PPRs no valor de 10.000 Euros o que dá um total de 13.000 Euros. Um pagamento meramente simbólico!
A GALP é uma boa pagadora e assim, um engenheiro agrónomo foi colocado numa área financeira com 10.000 euros todos os meses e uma especialista em finanças foi “castigada”, ao ser colocada na área de marketing por 9.800 euros. O presidente da comissão executiva ganha mensalmente apenas 30.000 euros e os vogais apenas recebem 17.500 euros. E ainda se admiram da gasolina estar cara!
Para terminar reparem só nas reformas de meia duzia de portugueses:
Almeida Santos 4.400 Euros, Medeiros Ferreira 2.800 Euros, Helena Roseta 2.800 Euros, Narana Coisoró 2.800 Euros, Vieira de Castro 2.800 Euros e Álvaro Barreto 3.500 Euros.
publicado por Brito Ribeiro às 17:39
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01
Mar 07

 

O filho pergunta ao pai:
- Papá, um FERRARI é um carro vermelho, que tem um cavalinho?
- Exactamente, meu filho. Porquê?
- Acho que estamos a ser ultrapassados, agora mesmo, por um FERRARI.

 

publicado por Brito Ribeiro às 12:09
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