Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

05
Mar 21

Mais um artigo sobre António Pedro, desta vez deitando um olhar à decoração da sua casa em Moledo, publicado na revista "Panorama" em Fevereiro de 1944.

“Encontram-se ainda, belas peças de mobiliário antigo, dos mais variados estilos, nas lojas dos antiquários e em leilões. Os estabelecimentos da especialidade também exibem, às vezes, magníficos móveis modernos. Mas há quem não aprecie tanto essas preciosidades, como o que possa sair-lhes da cabeça, com a marca bem nítida do seu gosto pessoalíssimo, inconfundível.

sala1.jpg

Foi o caso do pintor António Pedro, que concebeu e desenhou, para o interior da sua casa – em que o antigo e o moderno se entretém em aprazíveis jogos de equilíbrio – o armário que nesta página reproduzimos.

sala2.jpg

Para a sua trabalhosa realização (mais evidente se observarmos que a originalidade dos ornamentos é transposta em talha e embutidos policromados) encontrou o artista um desses marceneiros de mãos hábeis e de paciência inesgotável que não são raros, felizmente, numa terra em que o mais inepto dos amadorismos levou a palma, em tantas outras profissões, às virtudes tradicionais e tão nobilitantes do operariado português.

sala3.jpg

O justo enquadramento dos móveis e peças de Arte nas paredes dos interiores é um dos mais importantes e difíceis objectivos da decoração. Veja-se como António Pedro enquadrou o belo armário que domina as salas da sua casa.”

publicado por Brito Ribeiro às 11:47

02
Mar 21

Texto e gravuras de António Pedro, publicadas na revista "Panorama" em 1943.

"A Praia do Moledo é onde começa Portugal a encontrar-se com o mar. O namoro começa ai.

Na Galiza não há praias. As que há são uma nesga de areia que lá consegue esgueirar-se entre rochedos e onde o mar, de apertado, nem tem espaço para rolar uma onda com jeito. O resto é rocha, a pique, empinando-se recortada a todo o longo da costa, e que às vezes parece, do melindre, espuma que se fês preta de velha, ali parada a impedir a brincadeira do mar, às vezes; em moles lisas, sobrepostas e imensas, faz supor que os montes se arrependeram tarde de entrar por ele dentro, e acomodaram a sua beleza, desajeitada e tamanhona, a um contraste que os esfria.

É claro que isto é literatura, e da má, mas aquilo pede literatura. Dizem que parece os fjords. Do que eu conheço, não se parece com nada.

antonio pedro 1.jpg

Depois há o Minho, que é um assombro, mas um assombro suave. Creio que é no rio Minho que se fabrica aquela cor doirada da luz do céu, por estas paragens, mais subtil que nenhuma. A luz entra pelo meio das galhas dos pinheiros e lubrifica-as de sonho, poisa sobre a mata do Camarido e alfombra-lhe os reflexos, entremeia-se nos milhos, desenha as casinhas brancas de Cristelo, na encosta do monte, respira-a a gente, e tudo resulta leve como uma suspeita de alegria.

Sei lá se isto é assim. Sei que não há terra bonita no mundo mais bonita que esta Praia do Moledo que pega na areia da foz do rio e a traz, por uma porção de quilómetros, até aos rochedos de S. Isidoro, uma areia fina, acolhedora e sensível que parece feita para brincar.

Tudo em Moledo é de propósito para ser lindo! A concha da praia, que é enorme, fecha-a pelo Nascente a corda dos montes, que vêm da Serra de Arga, e ali se ajeitam, proporcionados. Ao Norte, a Galiza acaba por um cone de pedra e árvores, como se quisesse ter fechado a fronteira com um monumento natural. É Santa Tecla. Na desembocadura do rio há uma ilha que foi poiso de monges militares, a ínsua, fortaleza maneirinha plantada no meio do mar como num cenário.

E o mar é verde, azul, espantoso como sempre, até a um horizonte nítido. Moledo é assim. Não precisa de nenhum pitoresco de almanaque folclórico. Chega-lhe o mar, a terra e o céu para não ter inveja de ninguém.

antonio pedro 2.jpg

Monte maninho para subir quem quiser desenferrujar as pernas em alpinismo barato, ou de escopeta, para os coelhos e perdizes, na falda do monte, uma aldeia rural com igreja, capela de devoção, cruzeiro de pedra, lindo, as parreiras do e verde t a ensombrar os caminhos pedregosos onde há “alminhas” em nichos junto às dunas da praia, ao longo da estrada nacional, umas dúzias de casas, as dos banhistas, e cerca de uma delas, uma capelinha linda, do século XVII, que foi para ali amorosamente transplantada de uns dez quilómetros de distância uma mata admirável de pinheiros e acácias, o Camarido, para abrigar da nortada ou ir dormir a sesta, numa rede, a encher os pulmões de saúde, a praia como nenhuma, e, se o mar traz sargaço, a faina de colhê-lo, com redanhos e ancinhos, os homens e as mulheres vestidos de oleado, os boisinhos minhotos, piscos e galegos, a ajudarem o arraste, o cheiro forte do iodo, o treme-treme do ar com a evaporação das algas, o guincho do eixo dos carros carregados pela praia fora, a azáfama da gente, é um espetáculo inesquecível num cenário inesquecível.

Ah, é verdade! Aqui as mulheres andam vestidas à moda do Minho. À moda de Moledo do Minho. Não se parece nada com o Carnaval…"

publicado por Brito Ribeiro às 12:31

01
Mar 21

Este artigo foi publicado na revista "Panorama", nº 15, de 1943. Esta revista portuguesa, publicada (1941 - 1974) mensalmente em Lisboa, abordava temas de arte e turismo e era da responsabilidade do SPN (Secretariado  de Propaganda Nacional).

panorama.jpg

"Esta deliciosa praia minhota - a que dedicamos neste número um artigo assinado por António Pedro – possui uma Pensão limpa e aceitável. Casas mobiladas para alugar, desde 700$00 a temporada. Agua encanada, luz elétrica, telefone. Dunas magníficas para acampamentos campistas. Ténis. Pesca do robalo, à linha, nos penedos da praia; no rio Minho, salmão, lampreia, sável, e solha à fisga; trutas no Coura. Caça: além do coelho e da perdiz, rolas de passagem, com o leste, no Camarido, patos no Minho, narceja nos juncais do rio Coura, a três quilómetros. Canoa em ambos os rios. Vela e remo no maior, com um estuário de quási dois quilómetros. Caminho-de-ferro. Ainda não insultaram a paisagem com nenhuma «esplanada» de balaústres românticos de cimento armado. Outros informes, dá-os a Comissão de Turismo a quem os pedir."

publicado por Brito Ribeiro às 11:37

20
Dez 20

Na raia do Alto-Minho e Trás-os-Montes manda a tradição que a ceia de Natal seja polvo cozido com batatas.

No Museu Memória e Fronteira, em Melgaço, os arquivos das apreensões da Guarda-fiscal não mentem. Nos tempos do contrabando com Espanha as autoridades confiscavam cobre, café e azeite, mas nos últimos dois meses do calendário a listagem destaca o polvo.

Avelino Fernandes, reformado da guarda-fiscal conta que em novembro e dezembro aumentava o contrabando de polvo. Eram 32 guardas e nessa altura reforçavam a vigilância, mas fechavam os olhos à passagem do repasto natalício.

Amadeu Pereira outro ex-contrabandista e depois guarda-fiscal, diz que usou muitos conhecimentos para apanhar criminosos, mas nunca na altura do polvo, pois era como ir a casa de alguém e levar-lhe a ceia de Natal.

Todos são unanimes ao lembrar a crueldade da PIDE, que queimava o polvo que era apanhado na fronteira. O objetivo político de Salazar era proteger a frota bacalhoeira.

António Domingues era apalpador na fronteira de S. Gregório, revistando quem passava pela alfândega, mas deixava passar o octópode. Tirá-lo ao contrabandista era roubar o natal a uma família.

Era das águas atlânticas da Galiza que chegava o repasto. Nos primeiros anos o polvo era seco e depois, com a difusão da rede de frio, chegava congelado.

Em Castro Laboreiro a tradição ainda é o que era. Atear o fogo aos toros de carvalho até chama fazer-se forte, pois a água não tardar muito a ferver. Num pote de ferro deitou-se a água, uma mão cheia de sal e uma moeda preta, para dar sorte.

Quando estiver a borbulhar agarra-se no polvo pela cabeça e mergulha-se cinco vezes na água, uma por cada chaga de Cristo. Depois é atirá-lo lá para dentro com uma cebola cortada ao meio. Vinte minutos o animal sozinho, outros tantos acompanhado de batatas descascadas e cortadas pela metade.

Polvo cozido.JPG

O jantar de Natal ignora o bacalhau e dá a primazia ao polvo cozido. Servido com batatas e regado com um molho de azeite, alho, calda do polvo e pimentão picante.

Em toda a raia nortenha, do Minho a Trás-os-Montes, a história é a mesma. Come-se polvo cozido antes da Missa do Galo e deixa-se o que sobra toda a noite em cima da mesa, para que se volte ao repasto no almoço de 25 de dezembro. E o bacalhau, omnipresente durante o resto do ano, faz folga nas Festas.

Segundo Albertino Gonçalves, professor de Sociologia na Universidade do Minho e especialista em cultura luso-galaica há duas explicações para este microfenómeno natalício: a nobreza do alimento e a proximidade à fronteira, porque o polvo é um produto de alta qualidade e sempre esteve reservado para ocasiões especiais.

No final dos anos trinta, o Estado Novo quis ordenar o abastecimento alimentar do país para travar a fome. O polvo não entrava no menu do regime, nem era uma prioridade estratégica.

A proximidade da Galiza, coração mundial da pesca de polvo, fazia que ele estivesse presente no território há séculos e entrasse na dieta das gentes da fronteira muito antes do bacalhau.

O polvo assim, tornou-se um produto identitário da raia, imune às tentativas de reconversão que lhe tentaram fazer.

O bacalhau da consoada não é, em boa verdade, uma tradição assim tão antiga. No final dos anos trinta, depois da Guerra Civil Espanhola e de uma tremenda escassez de alimentos nos dois lados da fronteira, o Estado Novo quis ordenar o abastecimento alimentar do país para travar a fome.

Salazar definiu zonas e produtos: cereais no Alentejo, sardinha nos portos pesqueiros, hortícolas e frutícolas no Oeste. E investiu seriamente na frota bacalhoeira, capaz de trazer das águas frias do Norte um ingrediente barato, facilmente conservado a bordo e altamente duradouro.

2ef20c2b298ab50df8ba5dd7dc8b19d2.jpg

Mas se o prato definidor da gastronomia nacional nasce afinal de uma vontade política, espalhada por todo o território pela propaganda do regime, há na linha de fronteira com a Galiza uma tradição que encontrou maneira de resistir ao menu do fascismo. E, na maior parte das vezes, foi jogo de gato e rato.

Avelino Fernandes, antigo guarda-fiscal em São Gregório, freguesia de Melgaço e a mais nortenha do território nacional conta que em novembro e dezembro já se sabia que aumentava o contrabando de polvo. A PIDE andava sempre em cima deles para controlarem o polvo. “Eram maus como as cobras, pois eram capazes de deixar uma família sem ceia na consoada para cumprir as ordens superiores”.

Muitos destes guardas-fiscais eram homens da terra e na maior parte dos casos fechavam os olhos à passagem do repasto natalício. Para este ex-guarda-fiscal a sua memória preferida de quase quatro décadas naquele ofício, foi o dia em que prenderam os agentes da polícia política, em abril de 1974.

O posto de Alfândega de S. Gregório continua a resistir ao tempo, mesmo que as janelas estejam partidas e as portas emperradas. No tempo em que quase tudo era proibido passar na fronteira, as pessoas arranjavam mil e uma maneiras de disfarçar a entrada de mercadoria. Traziam coletes encostados ao corpo, camadas falsas de roupa, tudo o que se conseguisse imaginar. Mas, na altura do Natal, não precisavam de ser revistados pois eram denunciados pelo cheiro.

Fosse a carga pequena e os guardas geralmente deixavam passar. Mas às vezes havia contrabando graúdo, centenas de quilos era apreendido e queimado numa fogueira pela PIDE. Era uma dor de alma ver aquela comida toda estragar-se num país onde faltava tudo, menos a fome.

10394572_393660164135950_6131291528960643020_n.jpg

Há em Melgaço um museu chamado Memória e Fronteira onde se presta homenagem às décadas em que a passagem para Espanha era atividade furtiva. Ao contrabando, mas também à emigração. Os arquivos das apreensões pela Guarda-fiscal estão ali guardados – e basta olhar para os registos para perceber como o polvo era importação da quadra natalícia.

Quando chegava a altura do polvo tinham de ter cuidados redobrados, por causa do cheiro que largava. A passagem fazia-se entre as duas e as três da manhã, na hora em que até as pedras dormem, no dizer dos contrabandistas. Cada pessoa com quarenta quilos de polvo seco atados por um cordel, e às vezes eram mais de uma vintena a tentar cruzar o rio. O primeiro passava sempre sem carga, não fosse a Guarda estar à espreita. Se fosse apanhado gritava que andava ali raposa e voltavam todos para o mato.

O caminho para ir buscar o polvo era longo, trinta quilómetros pelo meio do mato, que na estrada podiam ser apanhados pela Guardia Civil. Só andavam de noite, e sempre em silêncio. De dia dormiam no meio do bosque.

Se nas casas da raia ainda é o polvo que vai à mesa na noite da consoada, o mesmo acontece no sul da Galiza. Uma das explicações é pelo facto da região ser muito montanhosa e ter historicamente uma enorme carência de produtos frescos. Isso vale para os dois lados da fronteira.

Segundo o sociólogo Albertino Gonçalves é mais fácil encontrar diferenças alimentares entre o norte e o sul do Minho do que entre os alto-minhotos e os galegos do Sul. Em termos culinários, como em muitas outras questões, são exatamente a mesma região.

Fonte: Notícias magazine

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 16:34

27
Nov 20

Nascido em Gontinhães, preso pela PIDE a 17 de Junho de 1953 na subdirectoria do Porto por suspeitas de actividades subversivas. Esteve detido durante 12 dias e foi restituido à liberdade a 29 de Junho de 1953. 

PT-TT-PIDE-E-010-107-21239_m0079_derivada.jpg

 

publicado por Brito Ribeiro às 14:17
tags:

04
Nov 20

Chegado o outono, entramos no ciclo anual das chuvas, importando conhecer os diferentes comportamentos das águas pluviais, consoante estamos em ambiente florestal, misto ou urbano.

pis2.jpg

 

publicado por Brito Ribeiro às 10:54
tags:

20
Set 20

Artur Fernandes Fão nasceu em Gontinhães (Vila Praia de Âncora), a 27 de abril de 1894.

Matriculou-se no Conservatório de Lisboa, onde foi um aluno distinto. Ali dirigiu por várias vezes a orquestra na execução de obras suas e fez o curso de italiano. Terminou o curso superior de violino, em 1917, e o curso superior de contraponto, fuga e composição em 1919, ambos com distinção.

Tomou parte como 1º violino nas orquestras sinfónicas e da ópera.

Em julho de 1920, após brilhante concurso de provas públicas, foi nomeado Diretor da Banda da Armada.

Escreveu várias obras para canto, com acompanhamento de orquestra e piano, tendo algumas delas sido executadas pelas orquestras sinfónicas de David de Sousa e Pedro Blanch.

Dedicou-se a obras de didática musical, publicando um valioso trabalho intitulado «Teoria Musical», que foi aprovado por despacho superior, quer no Conservatório (Secção de Música), quer nos Ministérios da Guerra e da Marinha.

Em 1921, atendendo ao valor das suas obras, foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de S. Tiago da Espada. Recebe, em 30 de janeiro de 1939, o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis.

Acompanhou o Presidente da República António José de Almeida, em 1922, ao Rio de Janeiro, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, tendo ali realizado concertos que foram muito aplaudidos.

homenagem a artur fão.jpg

Página da revista Ilustração Portugueza, Junho de 1922

Foi maestro durante mais de 35 anos da Banda da Armada, tendo terminado o mandado com o posto de Capitão-tenente, conferido em 18 de janeiro de 1955.

Músico de talento, muito contribuiu para elevar o nível musical do país. Compositor versátil, cheio de sensibilidade, chefe de banda distinto, diretor de orquestra, notável pedagogo,

Artur Fernandes Fão recebe no fim de tantos anos dedicados à música e à «sua» banda a recompensa merecida, bem expressa, aliás, no louvor do Corpo de Marinheiros da Armada de 10 de dezembro de 1955: «…Nos termos do art.º 118 do Regulamento de Disciplina Militar louvo o Capitão-tenente Artur Fernandes Fão pela sua grande dedicação, competência profissional, interesse e esforço empregados para conseguir fazer da Banda um agrupamento musical de valor e categoria para prestígio da Armada, durante o tempo que serviu a mesma.»

publicado por Brito Ribeiro às 15:36
tags:

01
Set 20

118013689_4282996345106133_8219599801870155886_n.j

 

publicado por Brito Ribeiro às 11:54
tags:

E de repente o país acorda focado na Festa do Avante. Um tremor de terra não provocaria tanto ruido. Não chegavam os negacionistas do COVID, como agora ainda temos de levar com os alarmistas do COVID.

58D09E03-DF35-4601-9918-D3820DC42D70.jpeg

Devo dizer que sou contra qualquer evento que ponha em risco a saúde pública, por isso acho que a suspensão de um qualquer evento político não é um atentado à democracia ou às liberdades constitucionais. A corrupção, o nepotismo e o caciquismo é que são atentatórios à democracia e à Constituição da República de Portugal.

Estamos na fase ziguezagueante típica do aproximar de eleições, de políticos chicaneiros ou de competência duvidosa. Entre o percurso sinuoso da DGS (parece o alter ego da OMS), com avanços, recuos, dúvidas e caixinhas, ou as declarações papagueantes do presidente Marcelo, impunha-se que o líder do governo traçasse um rumo para o país real, baseado em critérios claros e entendíveis.

O que temos visto tem sido de uma frouxidão alarmante com casos de violação claro das regras de confinamento, seja em ajuntamentos espontâneos de jovens, seja nos transportes públicos, nas esplanadas, em Fátima, em jantares políticos do chega, em regabofes de determinados bairros onde a polícia é corrida à pedrada, etc.

A reentrada política a que gostava de assistir, passava por um António Costa com eles no sítio para dizer “não” quando fosse caso disso, com ministros que falassem menos e decidissem mais, que antecipassem consequências para não andarem estupidamente a correr atrás do prejuízo e a justificarem o injustificável com desculpas esfarrapadas.

publicado por Brito Ribeiro às 11:33
tags:

21
Ago 20

A vizinha povoação de A Guarda, de onde vieram muitos dos nossos antepassados, possui um monumento de homenagem aos marítimos e ao pescador guardês em particular, que é digno de ser visto. Pela grandiosidade, pela singularidade, mas também pela simplicidade como é caracteristica dos homens do mar.

A primeira vez que se discute formalmente da construção de um monumento à memória dos marinheiros guardeses foi na moção apresentada por Manuel Dias González “Ligeiro”, na sessão plenária da Câmara de A Guarda a 30 de Dezembro de 1983. Esta moção foi aprovada por unanimidade por Aliança Popular, PSG-PSOE e ALAGUA.

20901683_1468056143262221_4987945858538028348_o.jp

A 14 de Março de 1986 a Câmara Municipal acorda instalar o futuro monumento ao pescador no porto guardês, com um orçamento de 6 milhões de pesetas, sendo adjudicado o trabalho ao escultor José Antúnez Pousa de Estás – Tomiño. A pedra viria de  Rebordans – Tui, sendo o tempo de execução da obra, um ano.

A 16 de Março de 1990 o Concelho acordou solicitar mais seis milhões de pesetas para finalizar as obras do monumento ao pescador. A 1 de Agosto de 1990 o escultor José Antúnez Pousa dá por terminada a sua obra.

20863456_1468071446594024_8704417976569157153_o.jp

O conjunto de granito pesa 240 toneladas, tem cinco metros de altura e oito de largo, sem incluir a sua base.

O custo total era de 6,7 milhões de pesetas que logo subiu para 11,6 milhões, para no final chegar a 12,5 milhões de pesetas.

A pedra viera de Parga (Lugo), com um custo de 15 mil pesetas por metro cubico, mais os portes e mais tarde chegou a comprar-se por 25 mil pesetas por metro cúbico.

Recolhi os dados sobre este monumento de um texto (e fotos) do historiador guardês e meu estimado amigo, José A. Uris Guisantes.

publicado por Brito Ribeiro às 14:32

Março 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO