Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

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Out 09

É incompreensível forma como tem sido esquecido este homem que tanta obra deixou, tão prestigiado foi em Portugal e no exterior, que marcou um estilo arquitectónico e que deixou escola.

O poder autárquico do Concelho de Caminha (excepção feita à Junta de Freguesia local, que há vários anos prestou-lhe uma homenagem), desde o 25 de Abril, para já não falar nos anteriores, nada fizeram para aprofundar o conhecimento público deste seu cidadão, para valorizar a sua obra, para honrar a sua memória.
Que me recorde, o único passo que foi dado, prendeu-se com a aquisição das ruínas da sua antiga residência em Seixas e que ao fim de meia dúzia de anos estão exactamente na mesma, em ruínas.
Por muito menos, mas muitíssimo menos, já vi festas, homenagens, romagens, efemérides, exposições, colóquios e outras coisas mais.
Pensando bem, muitas vezes mais vale cair em graça, que ser engraçado… Deixo-vos um breve apontamento biográfico da sua vida e obra, pode ser que assim desperte alguma consciência!
 
Miguel Ventura Terra nasceu a 14 de Julho de 1866 em Seixas e iniciou os seus estudos de arquitectura na Academia de Belas Artes do Porto.
Por ser o melhor classificado do seu curso, partiu para Paris em 1886 como pensionista do Estado, sendo discípulo dos arquitectos Jules Andrès e Victor Laloux então considerados dos mais eminentes arquitectos de França. Victor Laloux foi o autor da Gare de Orsay, hoje Museu de Orsay, em Paris.
 
 
Enquanto permaneceu em Paris tomou parte em vários concursos artísticos, obtendo 6 medalhas, 21 primeiras menções honrosas e 13 segundas. O governo francês reconheceu o seu valor, admitindo-o no concurso para arquitectos de 1ª classe diplomados pelo mesmo governo.
Regressou a Portugal em 1896 e logo tomou parte no concurso internacional aberto pelo governo para a construção da Câmara dos Deputados e parte restante do Parlamento, excepto Câmara dos Pares. Neste concurso obteve o primeiro lugar e foi encarregue de dirigir as obras respectivas, que terminaram em 1902.
 
 
No concurso para os dois pavilhões portugueses na exposição Universal de Paris em 1900 obteve os dois primeiros prémios. Teve a seu cargo a elaboração de inúmeros projectos do Ministério das Obras Publicas e foi autor de muitos outros, respeitantes a edifícios construídos em Portugal e no Brasil.
Em Viana do Castelo projectou a Igreja de Santa Luzia, em Lisboa são trabalhos seus o Teatro Politeama, a Igreja dos Anjos, a Sinagoga Israelita e a parte arquitectónica do monumento ao Marechal Saldanha.
 
 
Ainda em Lisboa foi autor do projecto do Palacete Mendonça, da Maternidade Alfredo da Costa, do Liceu Camões. Em Esposende projectou o Teatro-Club local, hoje Museu Municipal e em Vidago assinou o projecto do luxuoso Vidago Palace Hotel, inaugurado em 1910.
 
 
O arquitecto Miguel Ventura Terra foi distinguido pelo Rei D. Carlos que lhe ofereceu o compasso que pertenceu a João Frederico Ludovico, autor do projecto do Convento de Mafra.
Em 1908 foi eleito para a Câmara Municipal de Lisboa, possuía a comenda da Ordem de Santiago, era vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e membro da Sociedade dos Arquitectos Diplomados de França.
Faleceu com 53 anos, em Lisboa, a 30 de Abril de 1919 e está sepultado na sua terra natal, em Seixas, Freguesia do Concelho de Caminha.
publicado por Brito Ribeiro às 14:31
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COMO FAMILIAR AFASTADA DO MESTRE E ARQUITECTO VICENTE COSTA, PROFESSOR E ARQUITECTO NA CIDADE DE CHAVES.CASADO COM A PROFESSORA ALEXANDRINA COSTA.
GOSTAVA DE SABER MAIS SOBRE AS SUAS OBRAS. SABEMOS APENAS QUE FEZ A FAMOSA ESCADARIA DO TAMBÉM FAMOSO HOTEL PALACE VIDAGO, ARQUITECTURA DO TELHADO DA ADEGA DE FAUSTINO E UMA CENTRAL TERMOELÉCTRICA A CARVÃO EM CHAVES. NÃO TEMOS MAIS NENHUMA INFORMAÇÃO SOBE AS SUAS FEITORIAS, QUER DELE "VICENTE COSTA QUER DA SUA ESPOSA ALEXANDRINA COSTA", RESTA-NOS UMA FOTO MUITO ANTIGA CEDIDA POR FAMILIARES, ENTRETANTO JÁ TODOS FALECIDOS. NÃO NOS RESTA MAIS NENHUMA INFORMAÇÃO. ERA COM GRANDE ALEGRIA QUE ALGUÉM NOS PUDESSE FORNECER ALGUMA INFORMAÇÃO...

SEM OUTRO ASSUNTO SUBSCREVO-ME ATENCIOSAMENTE E OBRIGADA.
CLEMENTINA DUQUE, ESPOSA DO NETO DE VICENTE COSTA E ALEXANDRINA COSTA.
TINA DUQUE a 14 de Julho de 2010 às 22:50

Obrigado pelo comentário. Lamento, mas não tenho qualquer dado sobre o Vosso familiar.
Cumprimentos
BR

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