Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

27
Mai 09

Em complemento ao artigo anterior, junto alguns dados sobre a origem desta Igreja. Lamentavelmente as diversas modificações e requalificações que sofreu ao longo dos séculos, apagaram-lhe qualquer marca distintiva da sua origem, ao que se supõe, anterior a fundação da nacionalidade.

 

 

Sobre a origem da Igreja de S. Marinha de Gontinhães (Igreja Matriz), anterior designação de Vila Praia de Âncora, o historiador Almeida Fernandes diz o seguinte:

“Na obscuridade dos princípios da igreja de Santa Marinha de Gontinhães, apenas há a opinião já dita: trata-se do templo fundado pelo organizador e pelos povoadores da “villa Guntilanis”, na segunda metade do século IX, ao tempo da presúria do Conde de Tui, Paio Vermudes e dos “forciore” de sua estirpe. (…) E assim se explica o estado de honramento, embora não de calúnia em que toda a freguesia aparece em meados do século XIII ainda. (…) Da igreja primitiva, mais que milenária, nada resta na actual cujo assento é o mesmo, nem já restava quando se fez a última restauração (1864), devido a outras restaurações no passado”.
 
Foto de 1931
 
Também Pinho Leal referindo-se a este templo escrevia o seguinte:
“O que é verdade e o que eu vi é que esta igreja denota muita mais antiguidade. Era de três naves, de arquitectura simples e estava quase a cair. O povo da freguesia se propor reedificá-la à sua custa e principiaram as obras em 1864, terminando em 1866. Ficou pouco do antigo templo, sendo feita de novo a capela-mor, o arco cruzeiro e a frente. As colunas toscas e desengraçadas das suas três naves foram completamente desmanchadas. Tornou a ficar de três naves, mas elegante e de boa arquitectura e esta igreja é uma das mais bonitas do Minho”.
 
Ao contrário do que parece pensar Pinho Leal a igreja substituída em 1864-1866 já não era a inicial, erigida uns anos antes, mas sim uma, talvez infeliz e grosseira substituição, devido ao progresso populacional, ao tempo e às ruínas. Tal humildade arquitectónica parece incompatível com a inegável importância e riqueza desta igreja no tempo ainda de D. Dinis, pois que o arrolamento paroquial cita a igreja de Santa Marinha de Guntinhães com a taxa de 260 libras, proporcional ao seu dote e importância, o que a coloca entre as primeiras de todo o país.
 
Fontes: Lourenço Alves in Monografia do Concelho de Caminha
            
publicado por Brito Ribeiro às 15:52
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Caro Brito:

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Fico a aguardar por si ( até 6 de Junho)!

Um abraço, Susana

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