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Mai 09

Navio a vapor inglês de 3682 toneladas, 105,6 metros de comprimento, construído em 1907 e lançado à água a 26 de Julho nos estaleiros de Thompson, R. em Southwick. Pertencia à Companhia Egypt & Levans Slandshing Co Ltd de Londres que mais tarde o venderam a T.Bowen Rees & Co.

 

 

No dia 22 de Janeiro de 1922, provinha da Argentina com um carregamento de 90 000 sacos de milho pesando 5 700 toneladas, das quais 1 500 eram destinadas a diversos comerciantes de Vigo e o resto a Avilés e Bilbao, tudo com um valor aproximado de 125 000 pesetas.
Então, devido a erro de rumo do capitão e também do mau tempo, o navio foi encalhar no banco de areia da praia do Camarido na parte sul da barra do Minho em frente ao castelo da Ilha da Ínsua.
Acudiram ao salvamento a canhoneira da Marinha Portuguesa “Rio Minho”, o rebocador “Tritão” e diversas Corporações de Bombeiros (Caminha e Vila Praia de Âncora) que não conseguiram salvar o navio.
A tripulação constituída por 27 homens na sua maioria de nacionalidade grega e inglesa, desembarcou em Moledo.
A mercadoria encontrava-se segura em diversas companhias londrinas.
 Ainda se pode ver na baixa mar uma pequena parte (Talvez a chaminé ou a ponta de um mastro) deste barco no canal sul de acesso à barra do Rio Minho.
Há fontes que indicam o dia 29 de Janeiro de 1922 como data do encalhe e a foto que publiquei suscita-me algumas dúvidas, pois existiam vários navios com o mesmo nome, construidos mais ou menos no mesmo período e com caracteristicas relativamente semelhantes.
publicado por Brito Ribeiro às 17:04
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Lembro-me de ouvir da minha avó e bisavó que nesse ano houve fartura de milho (dava à praia). Há alguma verdade nessas histórias?
baixinho a 18 de Maio de 2009 às 15:05

Esses relatos eram verdadeiros e a tua avó e bisavó, tal como muitas outras pessoas recolheram o milho que vinha dar à costa, apesar da oposição da Guarda Fiscal.
Em tempos de miséria era um autentico maná e todos os sítios planos eram bons para o milho secar.
Dias depois verificaram que o trabalho tinha sido infrutífero porque o milho começou a apodrecer devido ao contacto com a água salgada.
Abraço

Há 2 anos recolhi na praia de Moledo, mesmo em frente ao que resta do "Antinous" 2 blocos de carvão mineral, um com 20 kg outro com 10. Julgo que a origem desse carvão é com muita probabilidade do barco naufragado. Periodicamente na maré baixa aprecem pequenos bocados de carvão mineral. Julgo que a fotografia não corresponde ao navio original (este poderá ser o que se afundou nas Antilhas em 1942 por um submarino alemão). Não haverá fotografias do navio logo a seguir ao naufrágio, ainda com alguma estrutura, tiradas por naturais de Moledo, ou Caminha ou Âncora?
António Dias a 14 de Setembro de 2010 às 18:21

Eu próprio tenho algumas dúvidas sobre a foto, mas como digo no post há sempre bastante dificuldade em fazer uma identificação positiva, pois há navios que mudaram de nome, de armador, de bandeira ou de características muitas vezes, nem sempre devidamente documentadas. Por outro lado, bases de dados fiáveis, são normalmente de acesso reservado. A que usei é pública e pertence ao Estado da Nova Zelândia, o que à partida oferece algumas garantias de fiabilidade.
Quanto ao carvão, admito como proveniente desse ou de outro qualquer navio alimentado a carvão, visto terem-se registado ao longo do século XX diversos naufrágios entre Viana e Baiona na Galiza.
Cumprimentos
BR

Caro senhor,
Tendo feitoalgumas pesquisanosjornais da épocapudeverificarque a data donaufrágio terásiso 29 de Janeiro(Segundo notícia do "Primeiro de Janeiro" de 31 deJaneiro de 1922). Também o"Aurora do Lima" trás noticias em 7 e 10 de Fevereiro. Passando 90 anos do naufrágio do Antinous, pensei escrever ao jornal Caminhense lembrando a efeméride. Seme enviar o seu mail, possoenviar-lhefotografiasdas noticias.
Cumprimentos
A.Dias
António Dias a 4 de Janeiro de 2012 às 12:57

Obrigado pelo comentário. As fontes que consultou, 1º de Janeiro e Aurora do Lima, pela proximidade ao acontecimento, são mais confiáveis que uma base de dados reunida ao longo dos anos, através de dados indirectos.
É realmente pena não se encontrar alguma foto do naufrágio, mas também é um desafio que lanço a quem ler este artigo. Encontrar um documento fotográfico com o naufrágio do Antinous. O meu contacto é brito.r@sapo.pt.
Cumprimentos
BR
Brito Ribeiro a 5 de Janeiro de 2012 às 09:39

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