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06
Mar 09

Esta é uma mensagem de D. Duarte de Bragança, chefe da Casa Real Portuguesa e presidente de honra do Instituto da Democracia Portuguesa, proferida no passado dia 3 de Março, por ocasião do encerramento do I Congresso Marquês Sá da Bandeira, em Lisboa.

Não professo os ideais monárquicos, mas parece-me que a mensagem de D. Duarte é muito oportuna e bem estruturada, concordando no essencial com a sua análise.
 
PERGUNTAS À DEMOCRACIA
 
“Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional, económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar perguntas à Democracia que desejamos.
 
Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os portugueses experimentam dificuldades.
 
Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para
um património cultural tão desaproveitado.
 
Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
 
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugou a essa visão.
 
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
 
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
 
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
 
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
 
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
 
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
 
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.
 
Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”.
 
Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas.
 
Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos.
 
Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas.
 
Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.”
publicado por Brito Ribeiro às 19:33
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Os discursos dos Reis são sempre muito bem estruturados e oportunos. Apesar de não comungar com os ideais monárquicos, convença-se que numa Monarquia é que há Democracia. Até rima o que não rima com república! Não sei quais os ideais da república, eu pelo menos não vejo nenhum, antes pelo contrário, andaram-nos a enganar durante 100 anos. Impuseram-nos a república que nem sequer foi referendada. Se o senhor quiser saber toda a verdade e todos os podres da república portuguesa, sugiro visitar este blogue/site - Centenário da República, vamos fazer história.- http://centenario-republica.blogspot.com/ e pode ser que fique com nojo da república em que vive. Não há nada para festejar em 2010. O povo tem é que ficar calado e pagar os impostos! As despesas para esse maldito centenário já ronda os 150 milhões de euros numa altura de crise mundial e Portugal encontra-se num caos económico e político.
O fundador de Portugal chama-se D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, foi ele que nos deu a nacionalidade e a independência, portanto Portugal nasceu num berço Monárquico e não foi nenhum republicano que o descobriu!
Abaixo a República!
VIVA A MONARQUIA
VIVA DOM DUARTE DE BRAGANÇA, REI DE TODOS OS PORTUGUESES!
VIVA PORTUGAL!
Bem haja!

Obrigado pelo seu comentário.

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