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Nov 07
A guerra dentro do banco Millenium BCP tem prendido as atenções devido à singularidade da questão. É inédito em Portugal uma luta pelo poder dentro de uma instituição financeira ser do domínio publico, com abundância de pormenores que afinal nada esclarecem.
Como é que Paulo Teixeira Pinto se incompatibilizou com Jardim Gonçalves, sabendo-se que foi durante muito tempo o seu delfim? O que esteve por detrás desta zanga?
 
Importa então esclarecer que tanto Jardim Gonçalves, como Paulo Teixeira Pinto são, alegadamente, membros supra numerários da Opus Dei, uma instituição religiosa alojada na Igreja Católica e que durante este tempo todo foi o principal factor de coesão do banco. Embora pouco transpirasse para o exterior, a imagem que passava era a de uma instituição financeira conduzida por pessoas de intelecto superior à média, com um único objectivo: vencer. Tudo superiormente ajudado pela ligação à Opus Dei.
 
Com as primeiras divergências dentro da Opus Dei, surgiram as desavenças no Banco Popular em Espanha e no Millenium BCP em Portugal. Embora pouco se saiba, fica no ar a eminente cisão na Obra, nome pelo qual também é conhecida a Opus Dei.
Entretanto Paulo Teixeira Pinto é afastado e correm notícias (não desmentidas) que irá desligar-se formalmente da Opus Dei até ao final de 2007.
 
Mas a vingança serve-se fria e a vitória de Jardim Gonçalves começa a saber-lhe a amargo, porque recentemente foram descobertos uns perdões de dívidas (ao banco) mais que suspeitos, um deles ao filho mais novo de Jardim Gonçalves no valor de 12,5 milhões de euros.
O pai defendeu-se dizendo que não tinha conhecimento de nada, mas acabou por pagar a dívida perdoada, dando implicitamente razão aos que defendiam a ilicitude e o favorecimento do perdão.
 
O outro caso diz respeito ao perdão de uma dívida de 15 milhões de euros a um dos maiores accionistas individuais do banco, de nome Goês Ferreira e que detêm 1,52% do capital do Millenium BCP.
Alegadamente, este accionista terá contraído o empréstimo para comprar mais acções do banco, uma operação que se revelou ruinosa porque as acções desvalorizaram fortemente pouco depois de as ter adquirido.
Ambos os perdões de dívida aparecem visados por Filipe Pinhal, actual Presidente do Conselho de Administração do banco e sucessor de Paulo Teixeira Pinto.
 
Assim vai o nosso país, assim se comportam aqueles que deviam ser o exemplo, não fossem activistas de uma organização religiosa que prega a fraternidade, a caridade, o amor ao próximo e outras coisa do género.
publicado por Brito Ribeiro às 19:49
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