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Mar 07
 
Portugal é cada vez mais, um pobre país, feito de contrastes onde a classe política aparece descredibilizada perante o eleitorado, que se apercebe da falta de qualidade e de seriedade de muitos dos seus eleitos. As benesses, mordomias e outras contrapartidas escandalosas não abonam nada em favor dos políticos, não porque eles ganhem muito, mas porque a maioria dos portugueses que os elegeram, ganham vergonhosamente mal.
Não acreditam? Vamos a números.
Começando por Cavaco Silva que alem de receber o vencimento de Presidente da República (mais de 7.000 euros) recebe uma pensão de 4.152 euros do Banco de Portugal, outra pensão de 2.328 euros da Universidade Nova de Lisboa e outra pensão de 2.876 euros por ter exercido a “profissão” de primeiro ministro. Grande exemplo!
 
Vasco Franco antigo número dois da Câmara de Lisboa pelo PS, apesar dos seus 50 anos, já está reformado com 3.035 Euros mensais. Como a reforma era “curta”, arranjou um biscate como administrador numa sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra com um vencimento líquido de 4.000 euros. Como tem olho para o negócio, reclamou e recebe já, mais uma pensão como reformado do exército de 900 Euros e mais 250 Euros em senhas de presença, como vereador sem pelouro. Junte-se o automóvel e motorista, secretária (com duas pernas), assessores, cartão de crédito e telemóvel. Temos então, mais uma reforma à portuguesa.
 
António Mexia, antigo ministro dos governos do PSD, passou para presidente da EDP, quando deixou o governo. Recentemente, contratou um novo assessor jurídico de nome Pedro Santana Lopes, por acaso, apenas por acaso, seu antigo primeiro-ministro, ao qual lhe é pago a modesta quantia de 10.000 Euros. Por mês, claro.
Freitas do Amaral, fundador do CDS e ex-ministro de Sócrates, quando esteve na Galp recebia 6.350 Euros e tinha um seguro de vida de 70 meses de vencimento. Guido de Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, saiu da Esso para a Galp a troco de 17.400 Euros mensais e também com um seguro de vida idêntico ao de Freitas do Amaral.
Mas a Galp está recheada de histórias rocambolescas, como a que se passou com um quadro superior admitido em 2002, que cerca de um ano depois foi dispensado de funções, recebendo uma indemnização de 290.000 Euros. Na época, era António Mexia o “patrão” da Galp.
Ferreira do Amaral também quis experimentar este paraíso, como presidente do conselho de administração, cargo não executivo, mas mesmo assim remunerado com 3.000 Euros. Pouco tempo depois da nomeação, começou a receber mensalmente PPRs no valor de 10.000 Euros o que dá um total de 13.000 Euros. Um pagamento meramente simbólico!
A GALP é uma boa pagadora e assim, um engenheiro agrónomo foi colocado numa área financeira com 10.000 euros todos os meses e uma especialista em finanças foi “castigada”, ao ser colocada na área de marketing por 9.800 euros. O presidente da comissão executiva ganha mensalmente apenas 30.000 euros e os vogais apenas recebem 17.500 euros. E ainda se admiram da gasolina estar cara!
Para terminar reparem só nas reformas de meia duzia de portugueses:
Almeida Santos 4.400 Euros, Medeiros Ferreira 2.800 Euros, Helena Roseta 2.800 Euros, Narana Coisoró 2.800 Euros, Vieira de Castro 2.800 Euros e Álvaro Barreto 3.500 Euros.
publicado por Brito Ribeiro às 17:39
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