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Out 07
Durante mais de uma semana andei desconfiado que tinha o telefone sob escuta. Ora essa! Sim, sob escuta ou pensam que são só os traficantes, os presidentes corruptos e afins, que tem esse privilégio?
Hoje, qualquer cidadão tem acesso a esse estatuto, o de escutado pelas polícias ou pelos serviços secretos. Eu comecei a desconfiar porque o meu velho Motorola começou a emitir uns ruídos estranhos e de vez em quando perdia o pio.
Resolvi mudar de aparelho e passei a utilizar um Nokia que andava lá por casa, o qual também começou com umas maluqueiras que só visto. Avariar um aparelho ainda podia acreditar, mas avariarem dois, é demais e foi isso que me pôs a pulga atrás da orelha. Como tinha publicado recentemente uns artigos em que zurzia forte e feio nas políticas do actual governo, somei dois mais dois e conclui brilhantemente que estava sob escuta.
Com esta convicção decidi escrever ao Sr. Procurador-geral da Republica a dar-lhe conta do sucedido. Optei por escrever porque sabia que alguém iria escutar a nossa conversa e acho que agora ninguém se lembra de violar correspondência.
Isso está fora de moda e até dá mal aspecto. Ele foi muito simpático, respondeu-me dias depois, também por carta, dizendo que eu devia ter razão e que mesmo ele também desconfiava que tinha o seu telefone sob escuta. Aliás até me disse que já se tinha queixado ao director da Judiciária, não por causa da escuta, mas pelos barulhos que faziam e que interferiam na conversa. Uma coisa muito incómoda!
Ora aqui está um homem que me compreende, pensei cá para mim, uma verdadeira vítima do sistema, como diziam há uns tempos os tipos do Sporting.
Entretanto, estava eu descansadamente a ver o telejornal quando aparece o sr. Ministro da Justiça a dizer que iam investir uns milhões de euros em equipamento tecnológico para a Judiciária. Até saltei de contente, iria ser escutado com materiais de última geração que são, segundo dizem, indetectáveis. Iria ser escutado com qualidade. Cá está o choque tecnológico!
Dias depois, como o raio do telemóvel continuasse maluco de todo, um amigo meu que é muito dado à electrónica, pegou no aparelho desmontou-lhe a bateria, trocou o cartão e fez não sei que mais, virou-se para mim e disse: Ó pá, o telemóvel não tem nada, este cartão é que está f…, tens de comprar outro.
Que grande desilusão eu tive…
publicado por Brito Ribeiro às 20:59
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Olá!
Andas inspirado, pá!
Abraço
António a 25 de Outubro de 2007 às 18:33

Obrigado. Sem humor, que seria feito de nós?

Abraço
Brito Ribeiro a 25 de Outubro de 2007 às 22:09

Vim espreitar o teu blog! Está muito bem!
Um abraço
goretidias a 10 de Novembro de 2007 às 09:16

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