Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

23
Ago 07
 
   
Designação
Cividade / Monte da Suavidade
 
Localização
Viana do Castelo, Viana do Castelo, Afife e Âncora
   
Protecção
Não definido
 
Enquadramento
Rural, isolado, outeiro coberto de pinhal, eucaliptos e giestas, sobranceiro a um ribeiro afluente do Rio Âncora, junto à orla marítima.
 
Descrição
Povoado fortificado defendido por 2 linhas de muralhas construídas em aparelho poligonal e irregular, que circundam o povoado, apresentando estas uma espessura de c. de 1,5 m.
As intervenções realizadas permitiram exumar várias construções, em aparelho irregular, de planta circular, com ou sem vestíbulo, e planta sub-rectangular, sendo as estruturas habitacionais integradas por várias destas construções dispostas em torno de um pátio, por vezes lajeado, com cisterna ou fonte, enquadradas pelos arruamentos e definidas por um muro, formando um quarteirão.
Uma destas unidades familiares integrava um recinto funerário.

 
Descrição Complementar
O espólio desta estação é constituído por fragmentos de cerâmica comum, da Idade do Ferro e romana, cerâmica de importação romana, fragmentos de vidro, ânfora, "tegula", "imbrex", mós manuárias rotativas, elementos numismáticos, escória de ferro, artefactos metálicos, fíbula em bronze tipo Aucissa, objectos de adorno, elementos arquitectónicos.
 
Utilização Inicial
Militar e residencial. Povoado fortificado
 
Utilização Actual
Marco histórico-cultural
 
Propriedade
Privada: pessoa singular
   
Época Construção
Proto-História / Sec. VII e VI a.C.
    
Tipologia
Povoado fortificado proto-histórico (Castro) de duas linhas de muralhas, com vestígios de ocupação em época romana.
 
Características Particulares
Casa com bancos de pedra em redor dos muros; suporte de pedra para poste de sustentação de cobertura de habitação; construção com um forno; conjunto habitacional com uma fonte de mergulho; recinto funerário com caixas sepulcrais.

   
Materiais
Muralhas e construções em granito; as muralhas são construídas com silhares assentes em seco, em aparelho poligonal e irregular, constituídas por dois paramentos paralelos preenchidos interiormente com pedra miúda; as paredes das construções são em dois paramentos; paramento interior de algumas habitações rebocado; cobertura das construções com materiais perecíveis e com "tegula" e "imbrex"; pavimentos das construções em terra batida e barro; arruamentos pavimentados com lajes graníticas; lareiras estruturadas com lajes graníticas ou com barro, caixas sepulcrais em granito.
 
Bibliografia
SARMENTO, Francisco Martins, Observações acerca do Vale do Âncora, O Pantheon, 1, Porto, 1880, p. 63; CARDOZO, Mário, 2ª campanha de escavações arqueológicas em castros do Norte de Portugal (Cividade de Âncora e Monte do Cútero) dirigida pelo Prof. Dr. Christopher Hawkes da Universidade de Oxford (7 a 26 de Setembro de 1959), Revista de Guimarães, 69 (3 - 4), Guimarães, 1959, pp. 522 - 546; VIANA, Abel, Cividade de Âncora: sua importância. Explorações de 1960 e 1961, Lucerna, 3, Porto, 1963, pp. 167 - 178; SILVA, Armando Coelho F. da, A cultura castreja no Noroeste de Portugal, Paços de Ferreira, 1986, pp. 48 – 51; Roteiro do Vale do Âncora de Joaquim Vasconcelos
   
Intervenção Realizada
1959 - Escavação arqueológica de responsabilidade de Christopher Hawkes;
1960 / 1961 - Escavação arqueológica de responsabilidade de Abel Viana;
1978 / 1982 - Escavação arqueológica de responsabilidade de Armando Coelho Ferreira da Silva;
1984 - Escavação arqueológica da responsabilidade de Armando Coelho Ferreira da Silva.
 
Observações
O povoado encontra-se localizado na divisória das freguesias de Santa Maria de Âncora (Caminha) e de Afife (Viana do Castelo) tendo uma dupla designação conforme o local, respectivamente, Cividade de Âncora ou Cividade de Afife; o espólio está depositado no Museu Municipal de Caminha e no Museu Municipal de Viana do Castelo.
Infelizmente este monumento encontra-se totalmente abandonado e quase submerso por infestantes vegetais, sem qualquer plano de recuperação e de protecção por parte de entidades oficiais.
 
 
 
publicado por Brito Ribeiro às 21:41

infelizmente esta cividade está completamente ao abandono e eu que moro um tudo nada abaixo da mesma tenho muita pena que nada se faça para arranjar e mostrar o local.
podiam pelo menos realizar uma limpeza semestral,para que o abandono não fosse total.
Tenho pena que as entidades da terra nada façam para tomar a inciativa
casadeafife a 15 de Março de 2008 às 20:46

Obrigado pelo comentário. O estado de limpeza e apresentação da Cividade deixa muito a desejar. A última vez que lá fui era praticamente impossivel aceder ao seu interior, completamente tapado pelo mato e os eucaliptos. É realmente lamentavel que a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia em particular, não tomem as providencias necessárias à preservação deste legado arqueolóigico. Já agora, queria lembrar que a Mamôa da Eireira, no extremo sul da Gelfa, junto à linha do Caminho de Ferro e da EN-13 está tambem em condições deploraveis.

Abraço
Brito Ribeiro a 16 de Março de 2008 às 15:32

Tentei visitar hoje a cividade...à saida de Ancora ainda vi uma ou duas placas a indicar o caminho mas depois de chegar a um estradão um estradão de terra batida virei à direita e subi por uma calçada largos minutos voltei para tras pois não encontrei nada de novo no estradão de TB acabei por descobrir uma placa no meio de uns arbustos que mesmo depois de a indicar à minha esposa ela não a consegui ver de tão escondida que estava pois a cor também não ajuda. A placa apontava para o meio do mato e não ví nenhum caminho, nem sequer de pé posto, pelo que desisti.
José Costa a 2 de Outubro de 2008 às 22:50

Efectivamente o nosso património está, em regra, ao abandono e nem a Câmara de Caminha, nem a de Viana do Castelo fazem nada pela sua recuperação e promoção.

Abraço
Brito Ribeiro a 3 de Outubro de 2008 às 11:19

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