Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

21
Jan 16

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Nem sempre concordo com as análises de Raquel Varela, mas desta vez acho que acertou em cheio. É reralmente castrador reduzir os problemas do sector da educação a meros exames ou a questões salariais, que se resolvem (ou não) conforme as conveniencias da mais elementar estratégia partidária. Deixar fora da discussão e da responsabilidade, as escolas, a família e a sociedade no seu todo, só pode piorar o que já mal anda.

 

"Conhecem a velha piada do tipo que está 4 horas a comer e diz que ficou mal disposto porque «comeu a cereja que está em cima do bolo» no final. Somos hábeis a fazer dos pequenos problemas grandes para evitar olhar os grandes, os enormes, que temos pela frente.

O exame é uma análise, que avalia professores, alunos e sistema educativo, o problema não é o exame, é o que se faz com ele. Não são os exames que fazem da escola um lugar segregado, quando nascemos já está determinado que vamos ser o que os nossos pais são - a mobilidade social não existe pela educação porque os pais, o bairro, isso tudo determina hoje muito mais o futuro de cada um - infelizmente «filho de sapateiro, sapateiro será».

Reduzir o problema da escola à existência ou não de exames é não perceber que na escola hoje quase tudo está mal - horários esgotantes para alunos e professores, má formação científica dos professores, universidades que não formam como deviam, professores mal pagos, problemas sociais gravíssimos como o desemprego massivo, carga burocrática insuportável, da primária à Universidade a educação caminha retrocedendo. Só isso explica que as crianças estão 8 horas por dia na escola, repito, 8 horas! - horário de trabalho infantil - e metade das crianças do país não atinge os mínimos a matemática e português - é a confissão de um rotundo falhanço científico e educacional.

Não vale a pena classificá-los a todos como disléxicos, hiperactivos, geneticamente incapazes e drogá-los com ritalina e constante «apoio psicológico» - nós, como sociedade, temos que mudar de rumo. A responsabilidade é nossa, professores, pais, cidadãos. As nossas crianças não estão bem porque tudo à volta delas está mal."

Raquel Varela, RTP 3, O último apaga a luz

 

publicado por Brito Ribeiro às 16:17

12
Jan 16

Considero interessante o "Orçamento Participativo" implementado pela autarquica para aferir junto das populações quais os melhoramentos locais mais ansiados e os que reunem maior apoio. A proposta de valorização do Dólmen da Barrosa do meu amigo Álvaro Meira, proposta simples e ajuizada, traduz a vontade de tantos Ancorenses que defendem a dignificação e divulgação do mais emblemático monumento megalítico da região e um dos mais conceituados de toda a Europa. Daí o meu apoio sem reservas a esta proposta, sem menosprezo pelas demais.

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No ambito do programa autárquico "Orçamento Participativo", apresenta-se a seguinte proposta à discussão e votação dos cidadãos:

O “Dólmen da Barrosa”, em Vila Praia de Âncora, é um monumento megalítico com dólmen de apreciáveis dimensões, inserindo-se na tipologia do Noroeste Peninsular dos dólmens de corredor.

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, ergue-se no meio de uma propriedade particular, adquirida pelo Município de Caminha.

O objectivo da intervenção é devolver a este Monumento a dignidade e atratividade que merece, bem como criar condições de salvaguarda contra vandalismo e obras ilegais/lesivas, que violem o estatuto inerente aos Monumentos Classificados.

Entre outros pontos propõe-se:

  • O rebaixamento do muro exterior, permitindo a visualização do Dólmen e minimizando os riscos de vandalismo;
  • Deslocalizar a pista de desportos radicais (para o nó da Erva Verde, por exemplo);
  • Alargar a Rua da Barrosa, criando espaços de estacionamento;
  • Iluminação do Monumento e do espaço adjacente;
  • Criação de um pomar temático com variedades autóctones;
  • Recuperar a antiga casa do caseiro para futuro centro de interpretação e apoio;

Tendo em conta a exiguidade da verba disponível, esta obra teria de ser faseada e com a aprovação da entidade de tutela (DGPC - Direção Geral do Património Cultural).

A votação das propostas decorrerá na sede da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora a partir do dia 19 de Janeiro.

A VALORIZAÇÃO DO DÓLMEN DA BARROSA é proposta nº  13.

 

publicado por Brito Ribeiro às 20:50

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