Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

24
Nov 12

António Pedro da Costa nasceu em Cabo Verde, na Cidade da Praia a 9 de Dezembro de 1909 e faleceu em Moledo do Minho a 17 de Agosto de 1966.

Pintor, poeta, ficcionista, dramaturgo, encenador, ensaísta, passou a infância em Moledo do Minho, tendo realizado os primeiros estudos no Instituto Nuno Álvares, da Companhia de Jesus, em La Guardia, Galiza.

Frequentou os dois primeiros anos dos cursos de Direito, em Coimbra, e de Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras de Lisboa.

Em Paris, entre 1934 e 1935, onde chegou a estudar no Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Sobornne, evoluiu, no domínio da poesia, de uma estética próxima do decadentismo, para uma expressão poética que recupera a vertente vanguardista do modernismo e que se aproxima do dimensionismo, pela tentativa, em “15 Poèmes au Hasard”, de conciliação entre a palavra e a expressão plástica; e redige a sua primeira peça teatral, “Comédie en un Acte”, texto de nítida influência pirandelliana.

 Ligando-se a meios artísticos e intelectuais de vanguarda, assinou, juntamente com artistas ligados aos movimentos surrealista e dadaísta europeus, como Marcel Duchamp, Kadinsky, Delaunay, Picabia, Miró, entre outros, o “Manifeste Dimensioniste”.

“Apenas uma Narrativa”, de 1942, é considerada uma das primeiras manifestações do surrealismo em Portugal. Permaneceu em Londres, entre 1944 e 1945, como correspondente português na BBC, onde participou nas actividades do grupo surrealista de Londres.

De regresso a Portugal, ao lado de Mário Cesariny, participou na I Exposição Surrealista em Lisboa. integrou o Grupo Surrealista de Lisboa, publicando, no segundo número dos Cadernos Surrealistas, o “Proto-Poema da Serra d’ Arga”. A partir dos fins dos anos 40, dedicou-se quase exclusivamente à actividade teatral, desempenhando um papel fundamental na renovação do teatro português.

Depois de uma experiência frustrada com o grupo Companheiros do Pátio das Comédias (foi director do Teatro Apolo deLisboa, em 1949), fundou e dirigiu, entre 1953 e 1962, o Teatro Experimental do Porto, construindo espectáculos que contribuíram para a divulgação de grandes nomes da dramaturgia contemporânea, portugueses e estrangeiros, como Miller, Ionesco, Bernardo Santareno.

 Os textos dramáticos que escreveu, destinados às companhias que dirigiu, incluem a referida “Comédia em um Acto”, em duas versões, portuguesa e francesa; um exercício coral adaptado do romance tradicional português “Reginaldo”; uma farsa para fantoches, “O Lorpa” e três grandes peças: “Desimaginação”, “Antígona” e “Andam Ladrões Cá em Casa”, a todas sendo comum "um agudo sentido da convenção teatral, deliberadamente assumida como tal e levada às últimas consequências, muito característico [...] do teatro pós-pirandelliano e da nossa dramaturgia experimental dos anos 40."

Grande parte da sua obra como pintor perdeu-se aquando dum incêndio no seu atelier.

É possível apreciar em Caminha a sua obra realizada, em 1955, para o "Bar do João", actual Garrafeira Baco.

Fontes: Infopedia, caminha2000, You Tube, "Surrealismo" de Fiona Bradley

 

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 12:21
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05
Nov 12

Divulgou o Caminha2000 um gráfico elucidativo sobre os rácios da despesa com o pessoal nas diferentes autarquias do Alto Minho.

Pessoalmente não fiquei surpreendido com os dados referentes a Caminha, porque o volume de contratações que este executivo tem feito ao longo dos anos é por demais evidente. Se as contratações são necessárias ou não é outra conversa; até há quem consiga adivinhar os resultados dos concursos de admissão com muita antecedência. Pensava eu na minha inocência, que a arte da adivinhação só existia no Camarido…

De facto, o rácio de despesa com pessoal é, na Câmara de Caminha, substancialmente superior a qualquer outra Câmara da região, o que configura uma situação preocupante, na medida em que não há a correspondente diminuição na aquisição de serviços.

Atualmente, para uma despesa total que não chega a 17 milhões de euros (2011), cerca de 11,6 milhões são de despesa corrente e apenas 5,1 milhões de euros de despesa de capital , quer dizer de investimento duradouro. A tendência revelada ao longo da última década, é de agravamento, o que nada auxilia o desenvolvimento económico e a coesão social do Concelho.

Seria muito importante dar no próximo ano um sinal claro por parte da Câmara de Caminha, no sentido de controlar as finanças municipais, quer ao nível da melhoria dos prazos de pagamento aos fornecedores, como no lançamento de investimento reprodutivo para o tecido empresarial local.

Hoje, que somos assediados continuamente com as notícias sobre os desmandos financeiros do Estado, das asneiras e disparates acumulados durante anos, como a destruição de sectores produtivos fundamentais (agricultura, pescas, industria) e da imposição de sacrifícios para a generalidade do povo português, do qual se excluem uma mão cheia de privilegiados, ressalta uma certa analogia com a realidade local.

Um município pobre como Caminha, não gera recursos para algumas extravagâncias que frequentemente são palco de notícia.

É urgente cortar nas gorduras e, acima de tudo, racionalizar os recursos existentes, optando por soluções sustentáveis a médio e longo prazo.

Neste contexto, a parceria público privada (PPP) que deu origem à piscina municipal de Vila Praia de Âncora, tem de ser repensada e discutida com total transparência, algo que parece faltar cada vez que se esbarra na Caminhequi, SA.

Renegociar as rendas que a Câmara de Caminha paga à Caminhequi, é hoje um imperativo de gestão, se a quiserem séria e competente.

Embora sendo (muito) discutível a opção pela parceria pública privada, entendo que o capital investido pela empresa tem de ser remunerado de forma equilibrada e razoável, nunca de forma leonina e agiotada.

Um projecto orçado em 5,2 milhões de euros, atingirá em 2033, no fim da PPP com a Caminhequi, SA, qualquer coisa como 19 milhões de euros, resultantes da construção, gestão e conservação (?) do complexo das piscinas.

Será que só vamos continuar a barafustar com os casos das "Scuts" ou da Ponte Vasco da Gama, quando temos esta aberração debaixo do nariz?

 

publicado por Brito Ribeiro às 18:40
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