Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

20
Fev 11

Já estamos habituados a ver a praia de Moledo "emagrecer" com as maresias de inverno, mas nunca como este ano. Ao longo de todo o areal, mas principalmente na zona do "Moinho", o mar engoliu dezenas de metros de duna primária, ficando a pouca distancia da estrada e das casas. É escusado dizer que os passadiços ao longo da duna foram totalmente destruidos e o velho moinho ficou em sério risco de derrocada, tendo-se executado um enrocamento de emergencia, para tentar evitar o pior. O murete do paredão na avenida soçobrou, não estando afastada a pior hipótese de toda a estrutura ruir ,se as condições do mar se agravarem.

Tudo isto me leva a pensar que o mar tenta sempre recuperar aquilo que já foi seu, como diriam os antigos. Está aqui a prova do disparate que é fazer marginais sobre dunas e sobrecarregá-las com passadiços, bares e pisoteio, que mais não fazem que instabilizar ainda mais, um ecosistema já de si frágil.

Por outro lado, a falta de "alimentação" de areia que esta praia sofre há longos anos, tem inequivocamente a ver com a regularização dos caudais do Rio Minho, provocado pelas barragens neste curso de água. Ainda há poucas semanas me dizia um velho pescador de Vila Nova de Cerveira: "Antigamente, ano em que não viessem meia duzia de cheias que cobriam os terrenos da Lenta e do Castelinho não prestava. Agora, passam-se anos que o rio não trás água de fora".

E isso é visivel com o aumento consistente do assoreamento do seu leito, em especial no estuário. A meu ver, deveria ser feito um estudo sério (existe um da Universidade de Vigo) que equacionasse a limpeza/dragagem do leito do Minho, com o encaminhamento de parte dos inertes retirados, para o carregamento e reforço das dunas e areal de Moledo, sob pena de daqui a alguns anos estarmos a assistir à destruição total da duna primária e à invasão das águas em toda a zona próxima, nomeadamente no Pinhal do Camarido.

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 10:44
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13
Fev 11

O desafio era subir ao Cabeço do Meio Dia, em Arga de Baixo e daí rumar à parede de escalada de Penice, conhecer as quedas de água das Penas e regressar pela Chã das Franqueiras até ao ponto de partida. Nove quilometros dizia a organização (CISA), treze dizia o GPS de um participante, num carrocel de sobe e desce entre paisagens deslumbrantes e veredas aconchegadas por muros de xisto e carvalhos retorcidos pelos ventos, quase sempre presentes a estas altitudes.

 

A concentração antes da partida

 

 

Atravessando uma ponte construida em laje de xisto sobre o Ribeiro d'Arga

 

 

No Cabeço do Meio Dia, junto ao marco geodésico

 

 

Panoramica onde se distingue a Freguesia de Covas à esquerda e Valença ao fundo

 

 

Na parede de escalada de Penice, próximo das antigas minas de volfrâmio

 

 

Quedas de água das Penas no Ribeiro d'Arga

 

 

Poços abertos pela queda das águas

 

 

Capela da Senhora da Rocha (início séc XIX) em Castanheira, lugar de Arga de Baixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 14:48
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05
Fev 11

Na edição semanal do "Ilustração Nacional", do jornal "O Século", no dia 14 de Outubro de 1922, foi incluido este artigo que retrata a venda de peixe no Portinho da Praia de Âncora.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 15:05
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