Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

31
Out 09

No tribunal de uma vila aqui perto, o delegado do Ministério Público chamou a sua primeira testemunha que era uma senhora de idade avançada.

Aproximou-se da testemunha e sorrindo perguntou:
- D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor da Câmara. É claro que te conheço!
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Ermelinda, conhece o advogado de defesa do réu?
- Claro que sim! Também o conheço desde pequeno. É um desgraçado que anda a maior parte das vezes bêbado, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem... é um dos piores que já vi. Não me esqueço também que engana a mulher com duas ou três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher. Queres saber mais alguma coisa?
O advogado de defesa ficou em estado de choque.
Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
 - Se algum dos dois perguntar ao estupor da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.
publicado por Brito Ribeiro às 19:10
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20
Out 09

Foi lançada no início deste mês a Colectânea de prosa e poesia "A Arte pela Escrita" segundo volume, no qual está publicado um pequeno conto da minha autoria.

Este livro surge por iniciativa do site literário ESCRITARTES, como forma de comemorar o segundo aniversário de existencia e reune textos de 40 autores.

Deixo-vos a capa do livro e a promessa de editar aqui, um destes dias, o meu conto "Tempestade".

 

publicado por Brito Ribeiro às 09:09
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17
Out 09

É incompreensível forma como tem sido esquecido este homem que tanta obra deixou, tão prestigiado foi em Portugal e no exterior, que marcou um estilo arquitectónico e que deixou escola.

O poder autárquico do Concelho de Caminha (excepção feita à Junta de Freguesia local, que há vários anos prestou-lhe uma homenagem), desde o 25 de Abril, para já não falar nos anteriores, nada fizeram para aprofundar o conhecimento público deste seu cidadão, para valorizar a sua obra, para honrar a sua memória.
Que me recorde, o único passo que foi dado, prendeu-se com a aquisição das ruínas da sua antiga residência em Seixas e que ao fim de meia dúzia de anos estão exactamente na mesma, em ruínas.
Por muito menos, mas muitíssimo menos, já vi festas, homenagens, romagens, efemérides, exposições, colóquios e outras coisas mais.
Pensando bem, muitas vezes mais vale cair em graça, que ser engraçado… Deixo-vos um breve apontamento biográfico da sua vida e obra, pode ser que assim desperte alguma consciência!
 
Miguel Ventura Terra nasceu a 14 de Julho de 1866 em Seixas e iniciou os seus estudos de arquitectura na Academia de Belas Artes do Porto.
Por ser o melhor classificado do seu curso, partiu para Paris em 1886 como pensionista do Estado, sendo discípulo dos arquitectos Jules Andrès e Victor Laloux então considerados dos mais eminentes arquitectos de França. Victor Laloux foi o autor da Gare de Orsay, hoje Museu de Orsay, em Paris.
 
 
Enquanto permaneceu em Paris tomou parte em vários concursos artísticos, obtendo 6 medalhas, 21 primeiras menções honrosas e 13 segundas. O governo francês reconheceu o seu valor, admitindo-o no concurso para arquitectos de 1ª classe diplomados pelo mesmo governo.
Regressou a Portugal em 1896 e logo tomou parte no concurso internacional aberto pelo governo para a construção da Câmara dos Deputados e parte restante do Parlamento, excepto Câmara dos Pares. Neste concurso obteve o primeiro lugar e foi encarregue de dirigir as obras respectivas, que terminaram em 1902.
 
 
No concurso para os dois pavilhões portugueses na exposição Universal de Paris em 1900 obteve os dois primeiros prémios. Teve a seu cargo a elaboração de inúmeros projectos do Ministério das Obras Publicas e foi autor de muitos outros, respeitantes a edifícios construídos em Portugal e no Brasil.
Em Viana do Castelo projectou a Igreja de Santa Luzia, em Lisboa são trabalhos seus o Teatro Politeama, a Igreja dos Anjos, a Sinagoga Israelita e a parte arquitectónica do monumento ao Marechal Saldanha.
 
 
Ainda em Lisboa foi autor do projecto do Palacete Mendonça, da Maternidade Alfredo da Costa, do Liceu Camões. Em Esposende projectou o Teatro-Club local, hoje Museu Municipal e em Vidago assinou o projecto do luxuoso Vidago Palace Hotel, inaugurado em 1910.
 
 
O arquitecto Miguel Ventura Terra foi distinguido pelo Rei D. Carlos que lhe ofereceu o compasso que pertenceu a João Frederico Ludovico, autor do projecto do Convento de Mafra.
Em 1908 foi eleito para a Câmara Municipal de Lisboa, possuía a comenda da Ordem de Santiago, era vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e membro da Sociedade dos Arquitectos Diplomados de França.
Faleceu com 53 anos, em Lisboa, a 30 de Abril de 1919 e está sepultado na sua terra natal, em Seixas, Freguesia do Concelho de Caminha.
publicado por Brito Ribeiro às 14:31
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10
Out 09

- Bom dia, é da recepção do hospital. Em que posso ser util?

- Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...

- Qual é o nome do doente?

- Chama-se Celso e está no quarto 302.

- Um momento, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...

- Bom dia, sou a enfermeira Lurdes. O que deseja?

- Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!

- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.

- Aqui é o Dr. Carlos Andrade, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?

- Olá, Sr. doutor. Precisava que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.

- Ok, vou consultar a ficha do doente... Só um instante!... Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando assim, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.

- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!

- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?

- Não, sou o próprio Celso que telefona daqui do 302!!! É que toda a gente entra e sai do quarto, mas ninguém me diz a ponta de um corno... só queria saber se estava melhor!!!

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 18:23
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04
Out 09

A Freguesia de Moledo cresceu em torno de duas realidades distintas. Na zona litoral, multiplicaram-se as casas de gente abastada que vinha a banhos para a praia mais iodada de Portugal ou apenas passava largas temporadas ociosas no ambiente pacato da aldeia.

Na zona interior da Freguesia viviam e trabalhavam na agricultura, os cidadãos locais.

As seguintes fotos reportam-se a 1905 e a Avenida de Santana ainda não era calcetada, nem havia iluminação pública.

 

Na primeira casa viveu o encenador, escritor e artista plástico António Pedro

 

 

Algumas casa já dispunham de iluminação exterior, distinguindo-se nesta a lanterna no muro

 

 

A casa do Eng. Sousa Rego e a Capela de S. Teresa

 

 

Uma foto dos anos sessenta que retrata a EN-13 a passar na Av. de Santana e o Pinhal do Camarido ao fundo

 

 

Uma panorâmica interessante da praia de Moledo antes da construção do Paredão e Av. Marginal com a configuração actual

 

publicado por Brito Ribeiro às 20:28

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