Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

29
Ago 09

A RTP transmitiu o seu programa Verão Total do passado dia 27 de Agosto sobre Vila Praia de Âncora.

Este programa que é transmitido quase todo em directo e que tem várias horas de duração, juntou muitos espectadores no "Redondo" ou "Meia Laranja" para verem de perto os pormenores da transmissão e também para aparecerem na "caixa mágica" a mandar beijinhos e outros mimos para familiares e amigos.

O vídeo que se segue é um pequeno enxerto do programa:

 

publicado por Brito Ribeiro às 16:55

25
Ago 09

Artigo sobre poluição em meio aquático elaborado por alunos da Academia Militar e que me parece importante divulgar.

 

Durante muitos anos o mar tem sido usado como a maior lixeira da Terra. Embora sejam imensos, os oceanos não podem continuar eternamente a absorver desperdícios. O Homem é responsável por 70% da poluição marinha.

Os oceanos constituem o receptor final da maior parte das substâncias poluidoras, através dos cursos de água, das águas de escorrência, da imersão intencional de resíduos e até de acidentes de navegação. Os oceanos recebem ainda imensas quantidades de detritos provenientes da erosão dos continentes e do seu litoral.

Os oceanos possuem uma grande capacidade autodeporadora e são um meio pouco propício para o desenvolvimento de seres patogénicos. No entanto o derrame incessante de águas residuais provenientes de zonas urbanas e despejos industriais transformam as águas dos oceanos num meio muito favorável à sobrevivência de bactérias patogénicas.
Enormes quantidades de imundícies provenientes de canos de esgoto, lixos industriais, petróleo, plásticos e resíduos radioactivos são despejados no mar todos os anos. Podem matar ou danificar animais e plantas marinhos e destruir ecossistemas frágeis. Podem também ser nocivos para as pessoas.
Não é por acaso, que as zonas marítimas mais poluídas a nível mundial se localizam nas imediações dos países mais industrializados. Isto acontece, não só, pela descarga de esgotos fluviais e industriais mas também pelo elevado tráfego marítimo que se faz sentir nos seus portos.
Outra causa que estabelece as zonas mais poluídas nos oceanos é o movimento de petroleiros que provocam grandes manchas de poluição nos oceanos.
A poluição dos oceanos tem basicamente duas origens. Mais de 40% vem da terra, levada pelos rios. A maior parte da restante é despejada ou lançada directamente no mar. Pode ainda ser transportada pelo ar e cair no mar com a chuva. Em mares quase totalmente rodeados de terra, a poluição pode tornar-se gravíssima. Aí os poluentes não se dissolvem da mesma maneira que em oceanos abertos.
Este problema é ainda agravado se esses mares se situam em zonas de indústria pesada ou muito tráfego marítimo, ou ainda se vive muita gente nas suas proximidades. As regiões mais afectadas são o Mediterrâneo, o mar do Norte, o mar Báltico e o mar Vermelho.
 
Produtos químicos agrícolas - com a crescente necessidade de os agricultores produzirem mais comida, aumenta a quantidade de produtos químicos espalhados nos campos para matar as pragas e obter colheitas mais abundantes.
Cerca de metade desses pesticidas e fertilizantes são varridos pela chuva e lançados nos rios, sendo depois levados para o mar. Alguns fertilizantes provocam a diminuição da quantidade de oxigénio existente na água, impedindo assim que os animais respirem. Pesticidas como o DDT acumulam-se no interior do seu organismo, envenenando-os a eles e aos animais que os comem.
 
Derramamento de petróleo - Se um petroleiro tem uma colisão ou encalha, pode derramar enormes quantidades da sua carga no mar. Forma-se então à superfície da água uma camada espessa que pode ser arrastada para terra pelo vento e pelas correntes. Os hidrocarbonetos espalhados pelos mares e oceanos provêm sobretudo dos petroleiros que limpam os seus depósitos no alto mar e derramam assim em cada uma das suas viagens cerca de um 1% dos seus produtos.
Isso supõe, ao fim de alguns anos, cifras da ordem de vários milhões de toneladas de produtos petrolíferos nos oceanos. Entre as zonas mais levemente afectadas está o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, frequentados pelos petroleiros vindos do Médio Oriente, Mar do Norte, Canal da Mancha e os mares que rodeiam o Japão.
Os prejuízos ocasionados ao meio marítimo são muito diversificados e numerosos.
O petróleo lançado ao mar dificulta a oxigenação das águas e ao mesmo tempo consome o oxigénio que necessita para sua própria degradação.
A poluição impede a fotossíntese indispensável para o desenvolvimento do fitoplâncton.
As aves são especialmente afectadas. Na Inglaterra calcula-se que o número de aves vítimas de contaminação de hidrocarbonetos se eleva anualmente a 250.000 seres. As aves marinhas, cujas penas ficam pegajosas, perdem a mobilidade e acabam por morrer, o mesmo acontecendo aos peixes e mamíferos, envenenados pelo petróleo que ingerem.
Os moluscos e mariscos costeiros, são vítimas da poluição por produtos derivados dos hidrocarbonetos, como o benzopireno, de conhecidas propriedades cancerígenas para o homem.
Existem várias técnicas de combate aos derrames de petróleo: o afundamento, utilização de detergentes e dispersantes, combustão, recolha mecânica e degradação biológica.
A técnica do afundamento tem efeitos nocivos sobre a fauna e flora dos fundos oceânicos. Uma vez afundado, cobre os sedimentos do fundo do mar e destrói toda a vida aí existente no espaço de alguns meses.
Também não muito aconselhável é o sistema de detergentes que consiste na dissolução do petróleo. Os detergentes espalham-no, permitindo a dissolução das partes mais tóxicas que atingem grandes concentrações. Este processo não se revelou muito eficaz, pois o complexo petróleo-detergente é mais tóxico que o petróleo isolado, e a sua biodegradação é mais lenta.
A combustão consiste em queimar o petróleo como forma de o eliminar, mas as altas temperaturas atingidas aumentam a solubilidade de compostos tóxicos não o tornando num processo muito viável.
A recolha mecânica é ideal, salvo em difíceis condições atmosféricas, pois não fere o ambiente.
No processo de degradação biológica, as bactérias decompõem o petróleo em substâncias mais simples. Estas bactérias são extraídas do amido do milho, vivendo enquanto tiverem petróleo para degradar. Para digerir 1 litro de petróleo, as bactérias consomem o oxigénio de 327 litros de água, o que agrava o risco de asfixia dos oceanos.
 
Descarga de esgotos - Em alguns lugares os esgotos domésticos são lançados directamente no mar sem tratamento prévio. A água pode ficar imprópria para as pessoas nadarem, devido ao perigo de infecção e pode ainda perder o oxigénio. Os esgotos contêm nutrientes de que as algas necessitam.
Mas nutrientes em demasia podem provocar um crescimento excessivamente rápido. À medida que morrem, as plantas consomem mais oxigénio da água, e outros seres vivos podem sufocar. A este processo chama-se eutrofização.
À medida que a produtividade do fitoplâncton aumenta, a transparência da água diminui, o que provoca uma diminuição na penetração da luz e afecta a comunidade de macrófitas (formas macroscópicas de vegetação aquática) submersas que vivem na zona litoral.
Deste modo, a diversidade do habitat litoral diminui deixando de haver refúgios e/ou alimentos para muitos organismos, o que empobrece as comunidades de invertebrados e vertebrados.
Outra consequência do aumento da biomassa algal é a diminuição da capacidade de auto-purificação do sistema, ou seja, o poder de reciclar a matéria orgânica diminui, levando à acumulação de detritos e sedimentos.
Num estado mais avançado a concentração de oxigénio vai diminuindo, a profundidade de compensação (profundidade à qual o consumo de oxigénio iguala a sua produção) diminui e as espécies que não conseguem tolerar concentrações de oxigénio baixas tendem a desaparecer, havendo uma nova redução na biodiversidade. O pH também se altera, passando de neutro ou ligeiramente alcalino a ácido, o que também pode afectar algumas espécies.
 
Lixos industriais - Grande número de indústrias estão instaladas junto à costa ou ao longo dos rios.
Muitas vezes descarregam na água resíduos químicos, entre os quais se contam metais pesados, como chumbo, mercúrio, cádmio, cobre e estanho.
Provêm de extracção mineira, fundição, fabrico de papel e outros processos industriais. Metais como o chumbo e o mercúrio podem concentrar-se e matar peixes e outros animais mais importantes na cadeia alimentar.
Algumas zonas do mar, de grande profundidade, têm sido usadas como lixeiras para resíduos radioactivos altamente perigosos, encerrados em contentores de betão. Esses resíduos podem levar milhares de anos a perder a radioactividade e deixar de ser perigosos. Teme-se a possibilidade de fugas para a água.
Em grandes quantidades, esses resíduos podem matar peixes e outros seres vivos. Em quantidades menores, podem provocar o cancro e crescimento anormal.
Com a escassez de água potável, proveniente de rios e lençóis de água doce subterrâneos, o homem recorre cada vez mais à água dos oceanos para obter água para consumo próprio.
Através de um processo que se chama "dessalinização" a água dos oceanos é transformada em água doce, retirando-se-lhe o sal. Por conseguinte se a água estiver muito poluída, é-nos difícil eliminar toda a poluição da água, com consequências para o homem.
Nalguns países desérticos vizinhos do golfo Pérsico, instalações de dessalinização junto à costa extraem o sal da água do mar para abastecimento de água potável.
publicado por Brito Ribeiro às 14:56
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24
Ago 09

Acabei de lançar um novo blog sobre pesca desportiva que pretende sensibilizar os leitores para um conjunto de problemas associados a este popular desporto, assim como dar a conhecer tecnicas e equipamentos recentes.

O link já está na barra lateral, mas tambem pode aceder aqui

publicado por Brito Ribeiro às 16:18

21
Ago 09

Vídeo promocional de Vila Praia de Âncora realizado por um grupo de alunos da Ancorensis. 

 

publicado por Brito Ribeiro às 16:08

20
Ago 09

A imagem de 1921 mostra-nos o “Rio Coura” a sair do porto de Aveiro, a reboque de uma traineira a vapor da pesca à sardinha.

 

Este palhabote vai carregado com uma valiosa carga de sal e deveria ser uma das suas primeiras viagens pois foi construído em 1920.

 

Até 1925 dedicou-se ao serviço de cabotagem nacional e internacional e era seu armador Francisco Odorico Dantas Carneiro de Caminha, tendo o barco sido construído pelo construtor caminhense Manuel Ferreira Rodrigues.

 

 

 

Registado no Porto de Caminha, tinha uma arqueação bruta de 103 toneladas, o comprimento de 28,86 metros entre perpendiculares, 6,60 metros de boca e 2,90 metros de pontal.
Em 1925, após venda à sociedade Possidónio Gonçalves Covão & Irmão, de Viana do Castelo, o navio foi registado na praça de Viana, mudando o nome para “ Covão Iº “, mantendo-se a navegar mais 4 anos.
Perdeu-se por encalhe, provavelmente devido ao nevoeiro, a sul do porto de Casablanca, em Marrocos, no dia 3 de Junho de 1929.
Fontes: naviosenavegadores.blogspot.com
publicado por Brito Ribeiro às 11:23
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18
Ago 09

Designação

Igreja Paroquial de Freixieiro de Soutelo / Igreja de São Martinho
 
Localização
Viana do Castelo, Viana do Castelo, Freixieiro de Soutelo, Lugar do Ribeiro
 
Protecção
Inexistente
 
Enquadramento
Rural, isolado, na periferia do aglomerado, integração harmónica no vale do Rio Âncora, junto ao cemitério e residência paroquial, ladeando a EN 305, integrado em adro murado e calcetado com cubo granítico, com acesso frontal por escadaria de quatro degraus pétreos, defronte de pequeno largo calcetado com cubo granítico, onde se implanta, centralmente, cruzeiro.
 
Utilização Inicial
Religiosa: igreja paroquial
 
Utilização Actual
Religiosa: igreja paroquial
 
 
Propriedade
Privada: Igreja Católica
 
Época Construção
Século XVIII
 
Arquitecto | Construtor | Autor
Não definido
 
Cronologia
1717 - construção da igreja.
 
Tipologia
Arquitectura religiosa.
 
Características Particulares
 Estrutura em cantaria, com paramentos rebocados e pintados e revestidos com azulejos, com vãos e cunhais em cantaria, sineira em cantaria, altares em madeira, cobertura em madeira telhada, cobertura interior estucada, coro-alto em cantaria e madeira, guarda-vento em madeira, púlpito em granito com balcão em madeira, pavimentos soalhados, em lajes graníticas e taco de madeira, portas de madeira e em ferro forjado, janelas gradeadas e envidraçadas, cruz e catavento em ferro.
 
Observações
A primitiva igreja paroquial pertenceu a um convento, ou hospício, da invocação de S. Martinho (SILVA, 1997, p. 555).
publicado por Brito Ribeiro às 15:40

02
Ago 09

 

Fotografia muito curiosa da ponte rodoviária sobre o Rio Âncora que fazia parte da antiga EN-13.

Esta ponte começou por se chamar "Ponte da Estrada Real" e foi contruida originalmente em 1857, sendo reconstruida em 1870 após colapso devido a uma cheia no inverno de 1865.

É uma ponte de alvenaria de dois arcos apoiados nos encontros e no pilar central.

Ainda hoje se mantem transitavel, a pouca distancia da nova ponte da actual EN-13.

Contudo o vandalismo irracional e o desleixo criminoso permitem (mais de dez anos) que todas as pedras de ambos os parapeitos estejam tombados no leito do Rio Âncora.

Os elementos metálicos em primeiro plano fazem parte da ponte ferroviária construida em 1878 com projecto da casa Eiffel.

 

 

 

Outra fotografia mas em sentido inverso; em primeiro plano a Ponte da Estrada Real e ao fundo a ponte ferroviária. Falta referir que estas fotos foram obtidas em 1960.

 

publicado por Brito Ribeiro às 18:23

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