Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

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Jun 09

Os sames de bacalhau fazem parte do baú das recordações dos antigos pescadores do bacalhau nos mares da Terra Nova.

Os sames (bexiga natatória do bacalhau), assim como as línguas ou as caras eram salgados à parte e constituíam um dos raros pitéus a que os pescadores tinham acesso durante o tempo de faina.

Já aqui falei sobre a “Chora”, um prato confeccionado com as caras de bacalhau. Agora vou falar sobre os sames que habitualmente se fazem em feijoada ou com grão-de-bico.

Encontramos os sames à venda em algumas mercearias populares das zonas piscatórias ou nas cidades em casas especializadas na venda de bacalhau.
Em Vila Praia de Âncora, pelo menos, não é difícil encontrar este acepipe pouco conhecido fora da classe piscatória.
 
Põe-se os sames de molho, assim como o feijão branco. Pode-se usar feijão de lata, mas não é a mesma coisa!
Limpam-se os sames retirando a pele escura, cartilagens e alguma impureza. Dependendo do tamanho pode-se (ou não) cortar cada same em bocados mais pequenos.
 
 
 
Coze-se o feijão adicionando apenas um fio de azeite. Faz-se um refogado com azeite, cebola e alho picados ao qual se acrescenta cenoura às rodelas, uma folha de louro e tomate picado depois de retirar a pele. Temperar com sal, pimenta, salsa e deixar apurar um pouco. Pode também incorporar, se gostar, uma pitada de cominhos e noz moscada.
Acrescentar os sames de bacalhau envolver tudo e deixar cozinhar, após o que se junta o feijão.
Deixar apurar em lume brando, rectificar os temperos e está pronto a servir.
Os sames também podem ser confeccionados com esparguete ou macarrão. 
 
 

 

publicado por Brito Ribeiro às 19:07

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