Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

17
Jun 09

Encerrou no passado dia 14 a Festa do Mar e da Sardinha que decorreu no Campo do Castelo em Vila Praia de Âncora. Para o efeito foi montada uma tenda gigante que alojou um conjunto de artesãos e de empresas da região, assim como diversos restaurantes.

No exterior, uma marca automóvel promoveu um feirão e estavam expostos diversos modelos de barcos de recreio e autocaravanas.
Os dois primeiros dias foram desastrosos em termos atmosféricos pois choveu “a cântaros” tornando o terreno lamacento e pouco próprio para a circulação pedonal.
Mas o S. Pedro acabou por colaborar e nos dias seguintes a afluência ultrapassou as expectativas, com enchentes sucessivas de turistas, demandando a nossa saborosa sardinha.
Penso que a aposta foi ganha, o modelo funcionou e para isso também contribuiu uma correcta e afincada promoção do evento.
Não só os comerciantes que apostaram no aluguer de espaços dentro do recinto se mostravam satisfeitos, como a generalidade dos restaurantes da Vila tiveram casa cheia durante o evento. A animação no interior da tenda foi satisfatória e pelos arredores ainda se poderiam acompanhar diversos espectáculos interessantes.
A sardinha esgotou muitas vezes mas ninguém ficou de barriga vazia, sendo a fome mitigada com polvo, cabrito, robalo ou arroz de marisco, especialidades sabiamente confeccionadas.
Não sei se foi cumprida a anunciada meta de oito toneladas, nem isso interessa, importa é reter a ideia que, finalmente, se apostou num evento de algum impacto e mobilização.
Importa também fazer um balanço por parte dos promotores de forma a evoluir em futuras edições.
Como aspectos menos positivos, não gostei de ver a entrada do pavilhão completamente “tapada” pelos expositores exteriores. Penso que podia ser dado um arranjo exterior que formasse uma alameda ao longo do recinto, usando arcos festivos tão tradicionais das romarias minhotas.
A ventilação interior do pavilhão também me merece reparos pois era nitidamente insuficiente e os dias nem sequer estiveram muito quentes.
Quanto à exposição de faróis patente no Forte da Lagarteira considero-a um êxito, embora pudesse ser complementada com mais “qualquer coisa” relacionada com a sardinha, ao fim ao cabo a rainha da festa.
O aspecto gastronómico e empresarial da festa tem de ser potenciado, mas o aspecto cultural e sociológico relacionado com o tema (mar e sardinha) não pode ser esquecido ou mesmo anulado, pelo contrário, deve ser cada vez mais, o núcleo gerador deste evento.
publicado por Brito Ribeiro às 12:34
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