Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

24
Nov 08

Este artigo está publicado no Afife Digital e pela sua oportunidade, mas tambem porque denuncia um verdadeiro atentado ambiental ao nosso ecossistema litoral, decidi publicá-lo na integra. 

 
Na costa a norte de Viana do Castelo tem se assistido a autenticas varridelas nos ouriços do mar, onde dezenas de pessoas, na sua maioria mulheres contratadas, equipadas com fatos térmicos e com apetrechos metálicos de corte, rapam todos os ouriços que lhes aparecem pela frente de uma maneira organizada. Estes casos haviam sido registados há dias na praia norte em Viana, seguiu-se Carreço e esta semana foi em Afife.
 
Aqui cerca de duas dezenas de mulheres encheram mais de três dezenas de sacos de ouriços, prevendo-se que tenham levado mais de 600 quilos de ouriços, uma vez que segundo aqueles que ouvimos, cada saco levará mais de 20 quilos de ouriços.
Tudo isto acontece á vista das autoridades marítimas, sem que estas possam fazer seja o que for, já que as pessoas em causa estão autorizadas a fazer estas colheitas de ouriços, já que para tal adquiriram uma autorização.
Ora acontece que alguns daqueles que nos alertaram para esta situação, diziam ter alertado a s entidades marítimas, que se deslocaram a Afife, mas nada puderam fazer para evitar esta dizimação de ouriços, mas dizem que põe duvidas, em como estas pessoas podem utilizar objectos metálicos e adequados para esta captura, quando para os polvos e mexilhões, não são permitidas a utilização de bucheiros, ou faculhos.
 
Estas situações tem-se verificado em alturas de secas maiores, como aconteceu nos primeiros dias desta semana e estas situações tem sido alertadas por varias associações de defesa do ambiente, que consideram estas apanhas de ouriços em termos industriais, como nefastas para o meio ambiente desses locais marinhos.
Dizem ser urgente que haja uma legislação que venha a proibir que se continue a apanhar ouriços desta maneira para comercialização e para já consideram mesmo não ser legal a utilização de materiais metálicos adequados s estas capturas em massa.
Ao que conseguimos apurar, estas mulheres são contratadas por um empresário, que vai acompanhando os trabalhos de longe, depois os ouriços são vendidos a um empresário espanhol que em camião frigorifico os vem recolher ao local e por sua vez este vende-os para França e para o Japão, onde são muito apreciados.
 
Muitos, são os Afifenses indignados com esta apanha de ouriços em moldes industriais, bem como a Lei, que permite estas apanhas, já que foi feita uma Lei para vários tipos de pesca e apanha de mariscos, mas quanto aos ouriços tudo continua como antes, embora tenham varias associações de defesa do ambiente alertado para estes casos, que consideram graves para o ecossistema marinho local.
Várias pessoas alertaram as autoridades marítimas e estas estiveram no local, mas como quem manda é a Lei vigente, nada poderam fazer. A única maneira de estas entidades poderem actuar sobre estas apanhas, pode ser no facto de as pessoas estarem a utilizar diversos materiais que podem ser proibidos para a apanha de mariscos, tal como o bucheiro é para a apanha dos polvos.
 
Aqui podem-se ver alguns sacos cheios de ouriços que esperavam, para serem levados para o parque dos salmões, no entanto havia pelas dunas sempre aquele que diziam ser o chefe, a vigiar tudo e todos os movimentos no local, o que não deixa de ser uma surpresa, para quem está dentro da Lei nesta actividade
 
publicado por Brito Ribeiro às 11:36
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18
Nov 08

Designação

Cruzeiro do Senhor do Amparo
 
Localização
Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora, Largo do Cruzeiro
 
Protecção
Não definido
 
Enquadramento
Urbano, isolado, na periferia de Vila Praia de Âncora, situado num largo constituído por encruzilhada de arruamentos do aglomerado, próximo da Capela de São Sebastião.
 
Descrição
Cruzeiro com um embasamento constituído por cinco degraus de forma quadrangular inscrita num círculo, sobre o qual assenta um pedestal paralelepipédico, composto por plinto, dado moldurado, monolítico, e cornija igualmente moldurada.
O dado apresenta, dentro de cartelas em losango, as inscrições: "O S / DOS / DESAMPARA / DOS", na face sob a imagem de Cristo: "N S / DO AMPARO", na face sob a imagem da Senhora; "SENDO ABBE / MEDEIROS", na face sob o relógio de Sol. O fuste, alto, monolítico, de secção circular, colocado sobre uma base, apresenta no seu terço inferior um motivo entrelaçado composto por losangos e elipses, sendo o restante com caneluras, conservando a meia altura, em baixo-relevo, um relógio de sol.
Está encimado por um capitel toscano sobre o qual assenta um plinto rematado por uma esfera com caneluras, sustentando uma cruz latina de secção em losango, com o remate das hastes em forma de botão.
A cruz apresenta na face frontal a representação escultórica do Senhor na Cruz, de pés afastados, e na face oposta uma imagem da Nossa Senhora do Amparo, com o Menino ao colo e assente sobre três querubins.
 
Utilização Inicial
Devocional. Cruzeiro
 
Utilização Actual
Devocional. Cruzeiro
 
Propriedade
Pública: municipal
 
Época Construção
Idade Contemporânea (conjectural)
 
Arquitecto | Construtor | Autor
Não definido
 
Cronologia
Idade Contemporânea - época provável de construção.
 
Tipologia
Arquitectura religiosa, contemporânea. Cruzeiro de encruzilhada, de plinto paralelapipédico, fuste circular, canelado e com motivo entrelaçado de losangos e elipses, com relógio de sol a meia altura, rematado por capitel toscano sustentando cruz latina, de secção em losango, com representação escultórica do Senhor na Cruz, numa face, e de Nossa Senhora do Amparo, na outra face.
 
Características Particulares
No fuste um relógio de sol, em baixo-relevo; fuste alto.
 
Dados Técnicos
Estrutura autoportante.
 
Materiais
Estrutura de granito.
 
Bibliografia
ALVES, Lourenço, Caminha e o seu concelho. Monografia, Caminha, 1985, p. 604 e 606.
publicado por Brito Ribeiro às 17:37

12
Nov 08

É uma embarcação tradicional dos pescadores da costa norte de Portugal, nomeadamente Caminha, Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo, Esposende, Fão, Povoa de Varzim, Vila do Conde, Azurara e Matosinhos, usado até à década de cinquenta do século passado. Também teve alguma utilização mais para sul, até à Figueira da Foz.

 
Construídos nos estaleiros da costa Atlântica, a configuração do casco é de ascendência nórdica; barcos de quilha com proa bem lançada que contrasta com um cadastro recto, muito pouco inclinado. Estes aspectos integram uma estirpe na qual figuram a lancha da Bretanha, o terret da Grã-Bretanha, alguns modelos da Dinamarca e da Suécia, representados nas pinturas das igrejas de Fide e Kalmor.
 
Portinho da Praia de Âncora - 1915 - Barcos tipo Poveiro
A Póvoa de Varzim foi um dos locais que melhor e mais largo tempo conservou intactos os seus costumes; por isso foram estes os que mais se agarraram aos seus usos, nomeadamente pela prática da endogamia, regendo-se por leis e preceitos próprios, sob a orientação dos “homens de respeito”. Vivendo exclusivamente da pesca, estruturavam-se por classes dentro da profissão exercida sob a forma associativa.
 
Ora a tradicional frequência das colónias galegas (incluindo a autorização de casamento), a comprovada formação de certas colónias em Portugal, por pescadores emigrados da Galiza e das Astúrias, o uso comum das marcas de família são também iguais à dos pescadores escandinavos; o sistema de herança a favor do filho mais novo, como na Bretanha e na Dinamarca; os próprios dados antropológicos, formam um conjunto de indicadores, complementares dos próprios barcos, favoráveis à hipótese de estarmos perante os resultados de uma “invasão” pacífica de pescadores nórdicos, chegados ao noroeste da península através de uma escala natural, a Bretanha.
 
Entrada no Portinho - 1903 - Barco tipo Poveiro com cerca de 10 tripulantes
O que poderia ter acontecido na fase do repovoamento litoral e reorganização das pescas marítimas, que se seguem ao período das invasões normandas e sarracenas.
 
Apesar de ser um barco de boca aberta, as suas qualidades de robustez e navegabilidade conferiam-lhe apreciável segurança. Além dos remos, utilizava a força do vento, com um bastardo de tamanho invulgar o que obrigava ao emprego de um leme deveras alteado.
 
Vista do Portinho - 1915
Os diversos tipos de pesca originaram um escalonamento de modelos desta embarcação:
  • Lanchas de pesca do alto – pescada – 13,6 metros – 30 a 40 tripulantes
  • Bateis de pesca do alto e costeira – sardinha – 11 metros – 20 a 30 tripulantes
  • Catraias grandes do alto e costeira – 8 metros – 8 a 10 tripulantes
  • Catraias pequenas do alto e pesca à linha – 6 metros – 5 a 8 tripulantes
  • Caícos de pesca costeira – 3,6 metros – 2 a 4 tripulantes
 
A decoração dos barcos poveiros tinha por motivo central a invocação dos santos patronos; à proa e à popa as pinturas das siglas, símbolos religiosos, distintivos, figuras de objectos, aves, peixes, etc., que tinha como objectivo identificar a embarcação à distancia; a palamenta da embarcação bem como o aparelho e redes encontravam-se marcadas com a sigla de arrais proprietário da embarcação.
Um batél em primeiro plano - Ao fundo um barco patrulha da Marinha
 
Um agradecimento especial ao Sr. Domingos Verde (Pinga) por me ter facultado as informações contidas neste trabalho.
 
publicado por Brito Ribeiro às 10:37
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09
Nov 08

Fotografia de 1958, tirada no campo de futebol de Vile, retrata um conjunto de rapazes de Vila Praia de Âncora e de Riba D'Âncora.

Alguns já identifiquei, mas outros continuam a ser uma incognita. Alguem pode dar-nos uma ajuda?

publicado por Brito Ribeiro às 22:26

05
Nov 08

A adaptação de antigas linhas ferroviárias a ecopistas/cliclovias (circulação restrita a pedestres e veículos não motorizados) é um processo que se vulgarizou nos países ocidentais e que nos últimos anos alargou-se a Portugal.

Vias Verdes, Voies Vertes, Voies Douces ou Greenways, são algumas das designações internacionais destas infra-estruturas. Portugal é dos poucos países europeus que se viu compelido a adoptar um nome diferente, em virtude da BRISA ter patenteado o nome primeiro (Via Verde).
Uma das primeiras ecopistas do Norte foi inaugurada entre Valença e Monção ao longo do Rio Minho, com uma paisagem fantástica.
Nos últimos tempos tem surgido ecopistas construídas de raiz, pois os percursos aproveitando antigas linhas do caminho-de-ferro não abundam no litoral.
Embora não haja regras rígidas para a construção de ecopistas é aceite genericamente na Europa, um conjunto de critérios, a saber:
 
- Declives inferiores a 3%;
- Interdição a veículos motorizados;
- Independência em relação a outras vias de circulação;
- Reduzido número de cruzamentos com outras estradas;
- Continuidade do uso público da via.
 
As Ecopistas são concebidas como percursos na Natureza, uma vez que percorrem, de uma forma geral, zonas rurais ou naturais com interesse paisagístico, devendo o seu piso ser permeável, de terra batida ou saibro, para manter essa característica de caminho rural. Nos troços urbanos que eventualmente se tenham desenvolvido ao longo destes percursos, o pavimento poderá ser impermeável (em asfalto ou betão), mantendo-se as outras características.
 
As características deste tipo de percurso podem resumir-se em cinco palavras-chave:
 
  • Acessibilidade: não há limitações impostas pela idade nem pelas aptidões físicas dos utilizadores – ao contrário do que sucede com os desportos ditos radicais e dado que os percursos são públicos, nem mesmo pela sua situação económica.
  • Segurança: não há risco de acidentes de tráfego, havendo limites de velocidade para os ciclistas e, muitas vezes, separação da via em faixas destinadas a cada tipo de utilizador; não há risco de acidentes geológicos, como desabamentos, nem de queda de árvores, porque se pressupõe uma manutenção frequente; não há risco de queda de ciclistas, mesmo inexperientes, porque não há declives grandes; não há risco de queda em lugares como as pontes porque estarão protegidas com grades laterais; o risco pessoal, em termos de assaltos, por exemplo, também é reduzido, devido ao cariz das regiões em que se inserem estes percursos, ao número de utilizadores que geralmente afluem e à habitual presença de serviços ao longo do percurso.
  • Comodidade: não há declives acentuados nem curvas apertadas; o piso é antiderrapante e adequado para todo o tipo de utilizadores; há poucos cruzamentos e obstáculos.
  • Tranquilidade: a segurança e a comodidade permitem que os utilizadores desfrutem do património cultural, natural e paisagístico na sua integridade.
  • Facilidade: estes percursos são geralmente dotados de sinalização, informação, interpretação e serviços adequados.
 
 
 O Concelho de Caminha, não tem qualquer via férrea desactivada, mas já tem em funcionamento três pequenos troços de ecopista entre Vila Praia de Âncora e Caminha. O primeiro liga o Lugar de Esteiró à foz do Minho, o segundo liga o Lugar da Meia Légua em Moledo ao Lugar da Cruz Velha em V. P. de Âncora e o terceiro foi construído ao longo da marginal norte em V. P. de Âncora.
É sobre estes troços e as suas características que me irei debruçar, visto que defendo há bastantes anos a construção de meios que suportem a prática do pedestrianismo e o turismo de natureza.
O Concelho de Caminha tem um elevado potencial turístico, que por insuficiência de investimento e de promoção, está praticamente consignado à vertente de praia e sol, sendo descuradas todas as outras valências onde se insere, por exemplo, o turismo de natureza.
Nos últimos anos exceptuam-se algumas iniciativas na área da Serra D’Arga e dos desportos radicais, por parte de agentes privados, que não tem tido a devida correspondência por parte das instituições públicas, nomeadamente as autarquias.
Por isso, a construção de uns escassos quilómetros de ecopistas, são uma autêntica lufada de ar fresco no panorama ambiental e turístico do Concelho.
 
Ecopista da Foz do Minho – Nasceu de uma parceria do Ministério do Ambiente e da Câmara de Caminha, liga o Lugar de Esteiró (Av. Dantas Carneiro) à Foz do Minho, acompanhando a margem esquerda do Rio Minho.
Construída em madeira, integra-se perfeitamente no ambiente ribeirinho e na mancha verde da orla da Mata Nacional do Camarido. Está equipada com pontos de água, caixotes de lixo, bancos de descanso e iluminação adequada.
Discordo da utilização de ripas de madeira emendadas e da utilização de pregos vulgares para as fixar, não sendo atendido o facto da ecopista estar implantada a meia dúzia de metros do rio, um ambiente húmido e corrosivo, que em poucos anos destrói tudo o que seja ferroso.
Tem havido algumas queixas acerca da falta de ordenamento dos locais de estacionamento e da supressão da raquete de inversão de marcha no final do ramal do Camarido, mas o resultado da intervenção parece-me globalmente positivo.
 
Ecopista entre Moledo e V. P. de Âncora – Construída na valeta poente da antiga EN-13, piso em betuminoso e lancil de separação da estrada em cimento.
Este troço a que chamaram “Caminho dos Sargaceiros” poderia ser melhorado pois na forma actual não passa de um passeio largo, pintado com uma cor garrida e despropositada. Não possui iluminação, nem pontos de água, nem sítios para descanso.
Em minha opinião poderia ter sido executado em material poroso, com uma cor semelhante ao saibro e ser dotado dos equipamentos de apoio em falta que já referi. Alem disso, podia dispor ao longo do percurso alguns equipamentos ou serviços de apoio como WC, lugares de estacionamento ou parque infantil.
 
Ecopista entre o Bairro dos Pescadores e a Cruz Velha – Baptizada como “Caminho das Camboas” tem revelado graves deficiências de concepção, visto que está a ser executada sem projecto. De uma obra prometedora, transformou-se gradualmente numa mancha betonada, quase da largura da estrada adjacente.
Começou por ter uma via dupla com um separador central, próprio para o desenvolvimento de uma sebe vegetal, que foi posteriormente (e inexplicavelmente) betonado.
Foram criadas duas enormes lombas na estrada com o intuito provável de diminuir a velocidade de circulação e servirem também de passadeiras para peões. Mais tarde foi acrescentada outra lomba, sendo que as duas primeiras estão demasiado perto de curvas, logo, muito perigosas. Aparentemente a razão que norteou a sua construção foi a segurança, mas conseguiu-se exactamente o contrário, criando-se uma zona com dois possíveis pontos de despiste e acidente. Se havia vontade de colocar lombas para se diminuir a velocidade, há no mercado materiais pré fabricados em produtos sintéticos, de fácil aplicação e com a vantagem de serem amovíveis.
Quando se pensava que a ecopista estaria na sua versão definitiva, começaram a construir uns canteiros triangulares na baia de estacionamento, para plantação de árvores. Mais outra solução errada, que limita os lugares de estacionamento em cerca de 30%. Por outro lado, as árvores irão projectar a sombra sobre a estrada (o sol roda pelo sul) quando seria desejável que a sombra atingisse a ecopista.
Tal como a ecopista entre VPA e Moledo, o piso é betuminoso, impermeável e colorido, não se integrando na paisagem de orla marítima, criando um forte e desajustado impacto visual.
Foi construído um talude em terra para remate do lado do mar, não tendo sido levado em conta o escoamento das águas pluviais da ecopista, ocasionando a abertura de regos e o desaparecimento da terra do talude em muitos pontos.
Também não foram previstos acessos aos diversos pesqueiros da zona, excepto à praia das Camboas, executado em madeira e com um aspecto bastante agradável.
O início da ecopista, junto do Bairro dos Pescadores está servido por parque de estacionamento, mas no outro extremo termina abruptamente numa curva. Deveria ser executada uma ligação à ecopista de Moledo que passa a menos de cinquenta metros de distancia no outro lado da linha do caminho de ferro, havendo um local apropriado para executarem a ligação das duas ecopistas através de uma passagem inferior à via ferroviária.
É incompreensível como não foi prevista esta ligação, assim como é incompreensível este desnorte numa obra simples, que nem requer grandes conhecimentos técnicos. Tal como a anterior, esta ecopista não está dotada de pontos de água, nem caixotes de lixo, tem apenas um local de descanso bastente agradável e há cerca de dois meses que não dispõe de iluminação.
 
Sobre esta problemática das ecopistas, penso que o primeiro passo deveria ter sido o estudo de viabilidade de ligar a Freguesia de Âncora, a sul, com a Freguesia de Lanhelas, a norte, percorrendo o litoral marítimo, a zona dunar, o pinhal, o sapal e as margens fluviais, dando a conhecer alguns dos ecosistemas do Concelho de Caminha.
Depois, faseadamente, deveriam ser criadas as condições de executar os diversos troços, mas de forma articulada. Não podemos é continuar a fazer ecopistas “à vontade do freguês”, sob pena de estar a gastar-se dinheiro em soluções erradas, que tarde ou cedo terão de ser rectificadas.
E já que falamos de ecopistas não posso deixar de referir a implantação de um corredor encarnado no passeio da Avenida Dr. Ramos Pereira, que alem de ser esteticamente desadequado, induz em confusão os utentes.
Pior, só a faixa de betuminoso aplicada junto ao Parque Ramos Pereira em substituição do passeio e da sebe de protecção, obra inacabada há dois anos e que mais uma vez revela falta de planeamento e de projecto.
A par das ecopistas, já poderiam estar a ser estudados um conjunto de trilhos de natureza, património onde o Concelho de Caminha tem um capital impar.
 
Em conclusão, considero que a construção das ecopistas foi um passo positivo, embora com defeitos de concepção e execução perfeitamente desnecessários. Com um pouco de bom senso entendo que parte desses erros ainda põem ser corrigidos e o resultado final ser bastante mais positivo.
publicado por Brito Ribeiro às 16:52
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02
Nov 08

10 gemas

4 ovos inteiros

200 gramas de açúcar

170 gramas de farinha

Raspas de laranja ou limão

 

Batem-se as gemas com o açúcar e deita-se a raspa do limão ou da laranja, conforme o gosto. Batem-se também as claras em castelo e junta-se à massa. A seguir deita-se a farinha, que deve ser peneirada, bate-se levemente e vai ao forno em tabuleiro forrado com papel. Não deve deixar cozer demais para não ser difícil enrolar.

 

Recheio

4 gemas

100 gramas de açúcar

 

O açúcar é posto em ponto brando, deita-se nas gemas já batidas e vai ao lume a levantar fervura.

 

Desenforma-se a massa sobre um pano polvilhado com açúcar pilé. Recheia-se a torta com o doce de ovos e enrola-se cuidadosamente.

 

publicado por Brito Ribeiro às 21:56

01
Nov 08

Hoje decidi-me a mudar o aspecto do blog. Fiz obras e nem sequer foi preciso tirar licença.

Procurei aplicar um template sóbrio e fácil de consultar. As ligações a outros sites e blogs mantem-se, continua a ser possivel ver as previsões do tempo e das marés, ler diversos jornais ou ouvir rádios locais, por exemplo.

O contador teve de regressar ao zero, quando já marcava 42.617 entradas. Não é o mais importante, mas é satisfatório saber que em qualquer parte do mundo é possível aceder à informação sobre Vila Praia de Âncora e as suas gentes.

Ao longo de ano e meio os leitores que me visitaram, habituaram-se a encontrar uma imagem gráfica condizente com o conteúdo, simples e directo.

Proponho-me manter os mesmos princípios, abordando temas variados, com linguagem acessível, de forma a divulgar o património humano, natural e construído do Alto-Minho em geral e do Vale do Âncora em particular.

 

publicado por Brito Ribeiro às 22:56

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