Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

27
Set 08

Junto ao Forte do Cão, entre a praia e o Pinhal da Gelfa, está implantado o Sanatório da Gelfa que deve ter sido construído entre 1910 e 1911, tendo o terreno sido cedido para o efeito em 1909.

 

Fotografia obtida em 1931

 

Inicialmente destinava-se à prevenção e tratamento da tuberculose óssea, mas o Sanatório da Gelfa transformou-se posteriormente num hospital psiquiátrico que funcionou até à passada década de noventa, estando agora a receber obras de recuperação e adaptação.

 

Fotografia dos anos 50

 

Esta unidade de saúde psiquiátrica já está em condições físicas de funcionar há vários anos, visto as obras estarem concluídas e estar totalmente mobilada e equipada.

No entanto o interior do edifício, mobiliário e equipamento foi largamente vandalizado (antes de ser estreado) no decorrer de um ou vários assaltos, facto que nunca foi referido na comunicação social e do qual só tive conhecimento há pouco tempo.

 

publicado por Brito Ribeiro às 22:39

20
Set 08

Conheço o Monte de Santa Trega desde sempre, via-o da janela da sala da casa de meus pais, via-o da praia, aprendi a observar as nuvens que passavam pelo cume, a admirar o bosque cerrado que subia pela encosta.

Teria quinze ou dezasseis anos quando subi pela primeira vez ao seu ponto mais alto. Desde logo fiquei apaixonado pela paisagem que se desfruta, quer para o mar, quer para o estuário do Minho e povoações ribeirinhas, como Caminha e Seixas.

Outro dos motivos de admiração por aquele monte foram os vestígios da povoação castreja e o pequeno museu de arqueologia, onde estão expostos muitos artefactos recuperados durante as escavações de investigação, que nos dão uma ideia da vida naqueles tempos pré-históricos.

Embora não seja património do Vale do Âncora, o Castro de Santa Trega é um marco na cultura e na história do noroeste peninsular, da região Minho Galaica, por isso não há fronteiras que nos impeçam de ter afinidades e percursos comuns.

 

 

O povoado castrejo de Santa Trega (em Castelhano, Santa Tecla) localiza-se no monte do mesmo nome e ocupa uma extensão que tem um eixo maior de 700 metros e um eixo menos de 300 metros. A sua localização perto da povoação Galega de A Guarda, no cimo de um monte com grande visibilidade à sua volta, parece responder a uma função de controlo do tráfico marítimo e de acesso ao interior pelo rio.

Quando este povoado foi habitado, o Rio Minho teria um canal mais estreito e profundo que o actual e conforme os escritos de Estrabão, um geógrafo desse tempo, na desembocadura do rio haveria uma ilha com dois portos, ainda que até hoje não foram localizados restos da sua existência.
Com a abertura da estrada de acesso ao cume do monte em 1913 descobriram-se as primeiras estruturas. Desde então realizaram-se numerosas campanhas de escavação, a ultima em 1988. Não obstante, só se escavou uma parte muito pequena do povoado. E o restaurado e consolidado é só uma parte do investigado.
 
O castro define-se a partir de um recinto com uma cintura de muralha de pedra ligada com barro. Nela conhecem-se dois acessos, a porta norte e a porta sul. Dentro das muralhas aparecem numerosas construções, na sua maioria de planta circular e também rectangular com cantos arredondados. Nem todas as construções são habitações, há também armazéns, oficinas, pátios e celeiros. As habitações distinguem-se por serem maiores ou por terem uma lareira no seu interior, contarem com um alpendre ou vestíbulo de entrada onde haveria um forno ou até por apresentar uma edificação mais cuidada.
A aparição de restos de revestimento vermelho, azul e branco, mostra que estariam pintadas. Na entrada uma lousa com buracos indica a existência de portas. As ombreiras e padieiras de algumas portas estão ricamente decoradas com gravuras geométricas. Também aparecem gravados ou entalhados blocos cilíndricos que provavelmente eram encaixados nos muros e peanhas. Esta decoração habitual nos castros minhotos e no Trega é particularmente abundante, reproduz modelos do mundo castrejo que aparecem também em outros elementos como a cerâmica e objectos de adorno. A cobertura das casas seria de materiais vegetais.
 
Ainda que à primeira vista pareçam situadas ao acaso e desordenadas - tudo isto agravado pela adaptação à orografia do terreno – realmente tem uma lógica de ordenamento. Se repararmos com atenção verificamos que as construções organizam-se em grupo de várias habitações e armazéns que partilham um pequeno pátio comum, empedrado. Tais conjuntos denominados “unidades familiares”, poderiam acolher uma família extensa (pais, filhos, netos…). Estas unidades contam com caleiras condutoras das águas da chuva e depósitos para a recolher.
Os dados recolhidos indicam que foi construído na Idade do Ferro e o seu maior desenvolvimento é a partir dos séculos II e I antes de Cristo, sobretudo com a chegada dos romanos. O povoado perde relevância quando a construção de vias de transporte terrestre reduz a importância do tráfico marítimo e as reformas da administração romana promoveram a ocupação de zonas mais baixas.
 
Como ocorre em todos os castros, o modo de subsistência teria sido bastante autónomo. Teria havido uma agricultura variada (trigo, cevada, aveia, milho miúdo ou fava) e criação de gado (vaca, ovelha, cabra ou porco).
A caça, pesca ou apanha de marisco, teriam sido actividades complementares, mas igualmente importantes. A elaboração de cerâmicas, tecidos e instrumentos metálicos ou o comércio foram outras actividades que teriam ocupado os seus habitantes.
publicado por Brito Ribeiro às 11:11

15
Set 08

 

É um prato em que se fritam colheradas de uma mistura de bacalhau às lasquinhas, farinha e ovos. Há diversas variantes.
Podem servir de entrada ou acompanhadas de arroz de feijão, arroz de tomate ou salada de feijão frade.
 
bacalhau 600 g
ovos 4 und.
farinha 50 g
cebola 1 und.
salsa 1 ramo
sal e pimenta q.b.
Azeite (ou óleo) para fritar q.b.
 
Modo de preparar
Depois de demolhado, coze-se o bacalhau. Escorra-o e desfaça-o à lasca retirando todas as peles e espinhas.
Reserve a água de cozer o bacalhau. Entretanto descasque e pique a cebola. Lave e pique a salsa.
Junte os ovos com a farinha, mexa bem até obter um creme liso e sem grumos. Se achar necessário pode acrescentar um pouco da água que reservou. Adicione o bacalhau, a cebola e a salsa. Envolva bem.
Por fim tempere a seu gosto e frite colheradas do preparado em azeite bem quente.
Escorra sobre papel absorvente.
 
 
publicado por Brito Ribeiro às 18:34

09
Set 08

Localização

Viana do Castelo, Caminha, Âncora, Lugar da Aspra
 
Protecção
Não definido
 
Enquadramento
Urbano, isolado, junto ao centro da povoação, sobre o Rio Âncora, integrada na EM Aspra - Santa Maria de Âncora.
 
Descrição
Ponte de tabuleiro em cavalete com uma largura máxima de c. de 4 m, assente num único arco de volta perfeita, em cantaria. Apresenta pegões cegos, estando o arranque de um destes, a montante na margem esquerda, protegido por um muro de silhares graníticos que entesta no respectivo pegão.
 
 
 
 
O seu pavimento encontra-se lajeado, registando-se ainda guardas em cantaria. O aparelho dos paramentos revela os sucessivos arranjos, particularmente nas fiadas superiores em que é constituído por um aparelho irregular de blocos graníticos, sendo, no geral, em aparelho regular de silhares, com algumas fiadas pseudo-isódomas. Registe-se que a extremidade da caixa do tabuleiro, na margem direita, apresenta um aparelho irregular de blocos graníticos mal afeiçoados, assentes em seco. O intradorso do arco preserva uma série de agulheiros para encaixe dos cimbros. No vértice do tabuleiro, do lado montante, encontra-se o plinto de um cruzeiro incorporado entre as guardas, de formato rectangular e ligeiramente saliente em altura, preservando unicamente um encaixe quadrangular para o fuste.
 
Utilização Inicial
Equipamento. Ponte
 
 
 
Utilização Actual
Equipamento. Ponte com circulação rodoviária
 
Propriedade
Pública: municipal
 
Época Construção
Século XVII
 
Arquitecto | Construtor | Autor
Não definido
 
Cronologia
1608 - Construção da ponte.
 
Tipologia
Arquitectura civil pública, seiscentista. Ponte seiscentista de tabuleiro em cavalete assente sobre um arco de volta perfeita.
 
 
Características Particulares
Muro de protecção dos pegões; base para cruzeiro no vértice do tabuleiro, encaixada entre as guardas.
 
Dados Técnicos
Estrutura autoportante.
 
Materiais
Estrutura em silhares graníticos; pavimento em lajes graníticas; plinto de cruzeiro talhado num silhar granítico.
 
Bibliografia
ALVES, Lourenço, Caminha e o seu concelho. Monografia, Caminha, 1985, p. 625.
 
publicado por Brito Ribeiro às 15:23

03
Set 08

Bagdade, Teerão, Bombaim, Calcutá e Nova Deli foram consideradas pela ONU como as cidades do mundo onde a poluição atmosférica mais se faz sentir.

A Cidade do México, Atenas e Milão vivem todos os anos o susto dos períodos em que o ar é considerado irrespirável.
Nos EUA, país em que vinte cidades são consideradas locais perigosos em consequência da poluição atmosférica, sobretudo durante o Verão, o ar de Los Angeles foi considerado, em 1989, impróprio para ser respirado durante 148 dias consecutivos.
 
O ozono, principal componente do smog, é um gás que se forma quando dióxidos de azoto se combinam com hidrocarbonetos à luz do sol. Na atmosfera, o ozono existe naturalmente, como uma camada fina que nos protege dos raios ultravioletas do sol. Mas quando se forma ao nível do solo é fatal.
Os 1,3 milhões de toneladas de gases tóxicos que as fábricas norte americanas lançam todos os anos para a atmosfera representam apenas 15% da poluição atmosférica daquele país, sendo os automóveis responsáveis por 40%. Em Santiago do Chile, no México ou em França, os veículos motorizados são também apontados como um dos grandes responsáveis pela poluição atmosférica. As centrais termoeléctricas, as refinarias de petróleo e a indústria química acompanham o automóvel neste top de poluidores.
 
O dióxido nítrico e de enxofre, poluentes libertados pelas fábricas e automóveis, são lançados na atmosfera. Aí sofrem uma transformação química e regressam para a Terra sob a forma de chuva ou neve acidificada. Isto destrói a fauna e a flora dos rios, danifica as florestas e até edifícios. Nos EUA, cerca de 1.200 lagos têm os seus ecossistemas gravemente danificados e o território da antiga Alemanha de Leste perdeu metade das suas florestas à conta deste fenómeno.
 
O Canadá é um dos países mais afectado pela chuva ácida: catorze mil rios e lagos estão mortos.
 
Chuvas em regiões muito poluídas podem carregar certas substâncias presentes no ar, provocando efeitos bastante danosos. Estas precipitações, que podem ocorrer sob a forma de chuva, geada, neve ou neblina, são chamadas de chuvas ácidas.
A chuva ácida pode contaminar o solo, as plantações, os rios e os lagos, que levam as substâncias venenosas trazidas da atmosfera até locais muito distantes de seu ponto de precipitação.
 
A chuva é considerada ácida quando seu PH (índice que indica a acidez de uma solução) é menor que 5 e já foram registados casos em que o PH rondava os 2,5. O PH de uma chuva não-ácida é pouco menor que 6.
 
COMO APARECERAM AS CHUVAS ÁCIDAS?
 
A partir de 1860, começaram a ser observadas, na Inglaterra e na Escócia, as chuvas "negras", escurecidas pelas substâncias poluidoras. O termo "chuva ácida" foi empregado pela primeira vez somente dez anos depois.
As pesquisas mais detalhadas sobre o assunto são recentes. Em 1967, cientistas explicaram a formação da chuva ácida e descreveram o transporte, pelo vento, de poluentes de um país a outro. Cinco anos depois, a ONU organizou um seminário sobre meio ambiente e alguns países decidiram adoptar medidas para reduzir a formação de chuvas ácidas.
 
QUAIS OS POLUENTES QUE ELA CONTÉM?
 
Os poluentes presentes na chuva ácida são produzidos pela combustão de carvão mineral, petróleo e seus derivados. São principalmente o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogénio.
Em contacto com o vapor de água da atmosfera, esses poluentes podem ainda produzir outras substâncias por meio de reacções químicas. O dióxido de enxofre, por exemplo, reagindo com a água, pode formar o ácido sulfúrico. O dióxido de nitrogénio, por sua vez, pode produzir o ácido nítrico. As duas substâncias resultantes são tóxicas e prejudiciais quando precipitadas.
Esses poluentes atmosféricos podem precipitar-se sob a forma de chuva, mas também como geada ou mesmo neblina.
 
publicado por Brito Ribeiro às 17:44
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