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Jun 07
 
CASAL MCCANN FAZ TUDO PARA MANTER VIVO O CASO DO DESAPARECIMENTO DA PEQUENA MADELEINE
 
Desde que Madeleine foi raptada, na noite de 3 de Maio, os pais da criança puseram em marcha a maior campanha desenvolvida até hoje para encontrar uma pessoa desaparecida.
Kate e Gerry já percorreram cinco países e conseguiram mesmo despertar a atenção do Papa Bento XVI, que benzeu a fotografia da menina.
“Tudo o que fazemos é para garantir que o máximo possível de pessoas no Mundo conheça o que se passou com Madeleine e possa ajudar a trazê-la de volta a casa”, confessam Kate e Gerry.
O casal tem ganho forças para esta batalha na sua profunda fé católica. Não admira, por isso, que a primeira visita efectuada tenha sido ao Santuário de Fátima. Depois não descansou até conseguir ir a Roma e falar – mesmo que por breves momentos – com o Sumo Pontífice.

 
Kate e Gerry deslocaram-se ainda a vários países, onde mantiveram contactos com responsáveis governamentais, no sentido de apelar à sua colaboração na investigação em curso. E promoveram conferências de imprensa a alertar a opinião pública para o desaparecimento da filha, que se transformou num dos casos de maior cobertura mediática alguma vez verificado no Mundo.
Espanha foi o primeiro destino de Kate e Gerry, dada a proximidade com Portugal e a possibilidade de aquele país ter sido usado como ponto de passagem do raptor.
Seguiu-se a Alemanha, um dos principais mercados turísticos do Algarve.
Pediram a colaboração de todos os turistas que tenham passado pela Praia da Luz, apelando a que fornecessem informações ou fotografias que pudessem ajudar na investigação. E fizeram o mesmo na Holanda.
A única viagem fora da Europa foi a Marrocos, depois de uma turista norueguesa ter garantido ter visto Madeleine numa estação de serviço próximo de Marraquexe.
 
 
PISTAS INVESTIGADAS
 
MARROCOS
As autoridades portuguesas continuam a investigar o depoimento de uma turista norueguesa que afirma ter visto Madeleine numa estação de serviço em Marraquexe na companhia de um homem.
 
MALTA
Ainda sem resultados, continuam as investigações da Polícia maltesa sobre alegados avistamentos da menina naquela ilha do Mediterrâneo. Pelo menos três testemunhos estão a ser averiguados com rigor.
 
ODIÁXERE
Carta anónima com mapas enviada ao jornal holandês ‘De Telegraaf’ indicava o local onde o corpo de Maddie estaria enterrado. A PJ procedeu a investigações no local mas abandonou esta pista, por falta de indícios.
 
ESPANHA
Em Espanha, o jornalista Antonio Toscano investiga por conta própria, afirmando que a criança foi raptada por um indivíduo ligado a redes pedófilas internacionais.
O jornalista e investigador espanhol António Toscano acredita que a sua pista pode ser decisiva para encontrar Madeleine, mas desconhece se existe relação entre as duas pessoas agora detidas no seu país e o indivíduo que ele acredita ter sido o raptor, o chamado ‘El Francês’.
“Ele tem uma grande logística e trabalha com várias pessoas, de vários países”, refere o investigador, acrescentando que “a Polícia portuguesa e a espanhola estão de forma muito empenhada e determinada no caso”.
Sabe-se que Toscano deixou na PJ de Portimão, onde foi anteontem (27) foi ouvido na qualidade de testemunha, fotografias de ‘El Francês’, bem como dados sobre pessoas com quem o suspeito se relaciona em toda a Europa.
 

 
CRONOLOGIA
 
3 DE MAIO
Madeleine McCann de Rothley, na Inglaterra, desaparece entre as 21h30 e as 22h00, do aldeamento Ocean Club, na Praia da Luz, do quarto onde dormia com os dois irmãos gémeos, enquanto os pais jantavam num restaurante a 50 metros.
 
5 DEMAIO
Enquanto decorriam as buscas, o director nacional adjunto da PJ, Guilhermino Encarnação disse estar em condições de afirmar que a criança fora raptada e avançou com a existência do esboço de um eventual suspeito. PJ trabalha com Europol e Interpol.
 
7 DE MAIO
Kate McCann, mãe de Maddie, apela emocionada para que libertem a sua filha em segurança. Cristiano Ronaldo é a primeira figura pública a apelar por Maddie. O CM avança que investigações conduzem a rapto por rede de pedofilia.
 
10 DE MAIO
PJ ouve dois suspeitos que estiveram alojados no Ocean Club. Estes foram submetidos a identificação presencial pelos pais de Madeleine. O pai, Gerald McCann, foi interrogado 14 horas. E a mãe sete horas. PJ sublinha que os pais não são suspeitos.
 
12 DE MAIO
Maddie faz quatro anos. Meio milhão reza no santuário de Fátima. Muitos exibem imagens de Maddie que jornais na China publicam em primeira página. Rapto transforma-se num caso mediático sem precedentes. Famosos dão milhões por informações.
 
14 DE MAIO
Robert Murat, britânico de 32 anos, a viver no Algarve, é constituído arguido. Ao fim de 14 horas de inquirição na PJ de Portimão, saiu em liberdade. Após o rapto ofereceu-se para colaborar com polícia. Vive com a mãe numa casa a cem metros do Ocean Club.
 
16 DE MAIO
O técnico de informática russo Sergei Malinka, que na noite do rapto falou por telefone com Murat, é ouvido pela PJ. Saiu da PJ em liberdade. É testemunha no processo de desaparecimento. Criado site de apoio na net www.findmadeleine.com.
 
21 DE MAIO
Perante eventual pista de que de Madeleine foi vista em Marrocos, o inspector-chefe Olegário Sousa, porta-voz da PJ, disse que “continua em estudo e não foi descartada” essa hipótese. Autoridades afastaram pista que envolveram centenas de audições.
 
30 DE MAIO
Pais de Maddie viajam por vários países e anunciam que só deixam Algarve depois de saberem de Maddie. Para além do Vaticano, onde Bento XVI benzeu uma foto de Maddie, casal deslocou-se a Espanha, Holanda, Alemanha e Marrocos.
 
13 JUNHO
Uma carta anónima recebida no diário holandês ‘De Telegraaf’ diz que Madeleine pode estar morta e enterrada a 15 quilómetros do local de onde desapareceu, no Algarve. A PJ vai para o terreno com cães mas pouco depois abandona a pista.
 
21 DE JUNHO
Um turista garante às autoridades ter visto a menina inglesa em Malta, ilha situada no Mediterrâneo. Após o primeiro alerta, vários relatos continuam a chegar às autoridades, que desencadeiam uma operação de buscas, sem êxito.
 
22 DE JUNHO
A Polícia Judiciária desloca-se ao Aeroporto da Portela, em Lisboa, depois de ter sido informada da possibilidade de Madeleine McCann ser um dos passageiros num avião da TAP proveniente da Suíça. A pista acabou por revelar-se falsa.
 
27 DE JUNHO
O jornalista espanhol Antonio Toscano é ouvido como testemunha na PJ de Portimão. O repórter acredita que Maddie está viva, vale dois milhões de euros e foi raptada por um homem que trabalha para redes pedófilas conhecido por “El Francês”.
 
28 DE JUNHO
Um italiano e uma portuguesa foram detidos pela polícia espanhola perto de Cádiz. O porta-voz da Polícia Judiciária, Olegário Sousa, escusou-se a confirmar que as detenções estejam relacionadas com o desaparecimento de Maddie McCann, mas a imprensa espanhola refere que este cidadão italiano terá tentado extorquir dinheiro da recompensa, dizendo saber onde estava a criança. Acabaram por descobrir que alem de cadastrado, tinha pendente um mandato de detenção internacional a pedido da justiça francesa por tentativa de homicídio.
 
 
 
publicado por Brito Ribeiro às 12:34
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