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04
Jun 07
 
2 - PATRIMÓNIO
 
O património do Concelho de Caminha caracteriza-se pela presença de uma grande diversidade de valores culturais que fazem a história das diferentes épocas, desde a pré-história até aos dias de hoje.
 Os recursos arqueológicos são diversificados, incluindo elementos indicadores da história da evolução da costa, monumentos megalíticos e vestígios de arte rupestre, sendo os castros o seu expoente máximo.
 De sinais da rede viária romana, aos caminhos de Santiago da Idade Média, do românico aos nossos dias, há um conjunto de monumentos ligados à arquitectura religiosa, civil e militar, alguns bem conservados, mas na sua maioria em condições de franca degradação e abandono. No site da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais há 63 entradas de monumentos no Concelho de Caminha que estão registados. Aqueles que nos parecem mais relevantes e a exigir atenção urgente para as condições reais de conservação estão no quadro seguinte, sem prejuízo de todos os outros que não são mencionados.
 
 
 
PATRIMÓNIO EDIFICADO E ARQUEOLÓGICO
 
 
 
 
CAMINHA
VILE
 
 
Igreja Matriz (MN)
Capela de S. Pedro Varais (IIP)
Igreja da Misericórdia
Mamôa do Santo (IIP)
Capela de S. João
 
Convento de Sta. Clara
 
Conjunto fortificado (IIP)
ÂNCORA
Torre do Relógio (MN)
 
Forte da Ínsua (MN)
Forte do Cão (IIP)
Chafariz (MN)
Cividade de Âncora-Afife
Paços do Concelho
 
Casa de Leiras
 
Edifício do Museu Municipal
VILA PRAIA DE ÂNCORA
Casa dos Pittas (IIP)
 
 
Capela do Senhor do Calvário
 
Capela de N. Senhora da Bonança
VILARELHO
Forte da Lagarteira (IIP)
 
Dólmen da Barrosa (MN)
Quinta da Graça
Ponte de Abadim
Castro do Coto da Pena (IIP)
 
 
 
 
SEIXAS
CRISTELO
 
 
Casa do Brasileiro
Capela de Santo Antão
Castro do Gorito
 
 
 
 
VENADE
LANHELAS
 
Casa/Quinta da Torre
Cruzeiro de Venade
Laje das Fogaças (IIP)
 
 
 
 
ARGA DE S. JOÃO
VILAR DE MOUROS
 
 
Capela de S. João d`Arga
Igreja Paroquial
 
Capela da Senhora do Castro
 
Capela do Calvário – Senhor dos Passos
AZEVEDO
Ponte de Vilar de Mouros (MN)
 
 
Capela da Senhora das Neves
 
 
RIBA D`ÂNCORA
 
 
 
Castro de Sto. Amaro
 
 
 
 
 
O centro histórico de Caminha já está classificado, estando para classificação a Casa/Quinta da Torre, Convento de S. João d`Arga e Convento de Santa Clara.
Como já referimos, além destes monumentos há outros que necessitam de intervenção para preservar e valorizar.
 Destacam-se os cruzeiros, as alminhas, algumas igrejas e capelas, além de núcleos populacionais nas Argas, o conjunto de moinhos do Inferno em Argela, o conjunto de azenhas de Vilar de Mouros e os moinhos do Rio Âncora.
Os objectivos de intervenção prendem-se sempre, e em primeira instância, com a salvaguarda da identidade da região. Por isso, há um conjunto de objectivos de âmbito operacional que destacamos:
 
a)   Impedir a devastação dos conjuntos antigos, das construções antigas isoladas e dos sítios arqueológicos.
b)   Preservar e/ou reabilitar pela sua reutilização.
c)   Assumir os valores patrimoniais como recursos a utilizar, constituindo-se como componente viva e dinâmica de um território.
d)   Equacionar os valores culturais à luz da conservação integrada, valorizando-os enquanto componentes estruturantes para a gestão urbanística equilibrada.
e)   Promover os valores patrimoniais enquanto factor de atracção turística e consequente fixação dos residentes.
f)    Criar estruturas de animação cultural em património histórico, com efeitos estruturantes na dinamização turística regional.
 
 
3 - SANEAMENTO BÁSICO
 
 
Resíduos sólidos urbanos – Encerradas as lixeiras do Concelho com a adesão à Valorminho e consequente entrada em funcionamento do aterro sanitário intermunicipal, abriu-se caminho a uma mais eficaz recolha de RSU, complementada por recolha selectiva desde 1999. Sem dados exactos poderemos avançar com níveis de atendimento superiores aos 90%.
Abastecimento de água – Existem actualmente dois sistemas principais: um que serve a sede do concelho e os aglomerados urbanos da orla estuarina e marítima de Lanhelas a Moledo, baseado numa captação no Rio Coura; outro que abastece Vila Praia de Âncora, baseado numa captação no Rio Âncora.
 Em vários aglomerados rurais do concelho, existem sistemas autónomos, baseados em captações subterrâneas locais.
Com a criação de uma empresa pública participada pelas autarquias, lançou-se a semente para a futura captação e gestão comum de toda a rede regional de abastecimento de água.
Águas residuais – Até meados dos anos 90, o saneamento da rede de Vila praia de Âncora era bombeado para a Mata da Gelfa, durante o verão, onde era despejado num lago sem qualquer tratamento.
No Inverno corria naturalmente para o rio através da saída da estação elevatória do parque Ramos Pereira. Em 1994 entrou em funcionamento a ETAR da Gelfa que cedo revelou problemas que ainda hoje não estão totalmente esclarecidos.
 
Alem dos efluentes de V. P. de Âncora, recebe e trata os efluentes de Moledo, Âncora, Afife e parte de Carreço.
A ETAR do Corgo, em Vilarelho, só entrou em funcionamento regular em 2000 e serve as freguesias de Caminha, Vilarelho, Seixas e Lanhelas.
Os problemas das redes de saneamento e águas pluviais e da ETAR da Gelfa tem condicionado, ano após ano, o rio Âncora e a praia de Vila praia de Âncora.
Invariavelmente, durante os meses de ponta (Julho e Agosto) as análises às águas balneares comprovam a existência de elementos patogénicos, sem que as autoridades tomem medidas estruturantes e definitivas, o que é altamente penalizador para a qualidade de vida dos residentes e para a oferta turística.
 
 
 
publicado por Brito Ribeiro às 18:26
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