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Mai 07
Mais um caso arrepiante passado com crianças tem entrado diariamente em nossas casas, pelas televisões e pelos jornais.
Refiro-me à criança inglesa que desapareceu no Algarve, da cama de um quarto, situado num aldeamento de luxo, que se supunha tranquilo e seguro. Acho que ninguém no seu juízo perfeito não é solidário com aqueles pobres pais e não apoia os esforços dos nossos polícias.
Mas é notório que houve e continua a haver um tratamento diferenciado neste caso. Se fosse uma criança portuguesa filha de uns “desgraçados” quaisquer, fazia-se uma investigação com meia dúzia de agentes e quando os meios de comunicação perdessem o interesse, por haver algum acontecimento ainda mais suculento, o caso ia lentamente morrendo na poeira do esquecimento. Pelo menos desta vez não foi assim e é, apesar de tudo, de louvar.
Só que dez dias depois do desaparecimento os resultados são nulos e parece que a menina se desvaneceu no ar. Ninguém a viu, os cães não detectaram qualquer rasto, a área foi passada conscienciosamente a pente fino, foram interrogadas centenas de pessoas e nada.
Certamente que há indícios, quiçá pistas, que a polícia não divulga, para não prejudicar as investigações, digo eu.
Mas há várias coisas que me metem confusão, como o facto de os meios de comunicação não terem qualquer trabalho de investigação própria. Em dez dias, ninguém avançou com dados de investigação jornalística, nem portugueses nem ingleses, nem televisões, nem jornais. Porquê?
Será que esta cobertura perfeitamente medíocre do caso, apenas acontece por recomendação da própria polícia ou estamos perante uma brutal e generalizada falta de qualidade dos meios de comunicação envolvidos? Acredito que seja a primeira hipótese e, a ser verdade, significa que a polícia acredita que a criança está perto, provavelmente na região e eventualmente viva.
Por outro lado, tenho visto um criminalista, Barra da Costa, no telejornal, a tecer críticas e a levantar suspeitas direccionadas à polícia inglesa e à comunidade inglesa residente em Portugal, baseado em informações de “fonte segura” como costuma dizer. E é curioso que ainda não foi desmentido, nem contrariado por ninguém.
Será esta uma forma da polícia portuguesa dizer indirectamente aquilo que não pode dizer oficialmente? Não sei, mas o comentador que refiro, já foi da Judiciária e aparentemente sabe do ofício.
Uma coisa é certa, uma menina de quatro anos desapareceu, parece não existirem duvidas que foi rapto, as nossas fronteiras não foram encerradas em tempo útil e de forma categórica e eficaz, quem fez este “trabalho” fê-lo com premeditação, com intencionalidade e com meios de dissimulação e encobrimento eficazes. As motivações continuamos a desconhecê-las, vingança, dinheiro, adopção, pedofilia ou alguma tara ainda mais esquisita, não sei, não sabemos.
Apenas temos a certeza que a menina desapareceu, acho que estamos todos revoltados e angustiados com a sorte, com o futuro desta criança. Todos nós já fomos crianças, muitos de nós somos pais ou avós, sabemos como é. Por favor, deixem as crianças crescer em paz!
 
                                                                                          
 
publicado por Brito Ribeiro às 12:42
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