Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

04
Jan 14

Aurora desperta a razão

Nas águas agitadas do mar gélido

Como gigante impondo a vontade

Ao pobre pescador aperta o coração

Por a maresia não fazer sentido

E amarrá-los em terra à mendicidade

 

Terras a dentro vão em procissão

Casa a casa pedem pão

Arrastam os tamancos pelo caminho

As lajes testemunham a submissão

Homens famintos com o grilhão

De filhos que esperam bucha e carinho

 

A brisa virou a noroeste

O mar engole a espuma e as mágoas

Retira-se para onde impera

A refrega já não é agreste

Redes, anzóis, velas e masseiras

Vamos ao mar que arribou a primavera

 

Para trás fica a triste lembrança

A fome e a miséria aplacadas

Com côdeas e caldos magros

O Senhor dos Aflitos lhes dá esperança

A agulha os guiará pelas águas diáfanas

Peixe será ouro nos seus desejos

publicado por Brito Ribeiro às 16:36

Janeiro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
28
29
30
31


Relógio
Visitantes
contador de visitas gratis
Hospedagem de Sites
O Tempo
miarroba.com
Buffering...
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO