Ambiente, história, património, opinião, contos, pesca e humor

19
Nov 09

Não sou nem nunca fui apreciador da musica de Michael Jackson, embora sempre tenha admirado as suas qualidades enquanto bailarino e a dinâmica utilizada nos videoclipes e  espectáculos.

Não é agora que o homem se finou que vou começar com o discurso do "coitadinho, que era tão boa pessoa". Aliás, como pessoa, a fazer fé no que a imprensa nos impingia, até nem era "grande espingarda", que me perdoem os seus admiradores.

Há dias tive conhecimento de um videoclip do Michael Jackson que terá sido censurado nos Estados Unidos durante os anos noventa e por essa razão nunca lá foi editado como single, apesar de ser o single mais vendido de sempre na Inglaterra. É certo que eu já conhecia a música mas os meus conhecimentos de inglês estão como o nivel de vida da maioria dos portugueses, completamente de rastos.

Em primeiro lugar muito admirado fiquei em saber que tambem havia censura nos EUA, os autodenominados paladinos da democracia, da liberdade e de outras coisas mais, dos seus interesses. Como poluição não é assunto que interesse ao maior poluidor mundial, que são os EUA, censura-se.

Segundo, descobri uma faceta ambientalista e preocupada no artista de quem falamos.

Terceiro, no essencial identifico-me com a letra da canção... e aqui curvo-me perante a sua memória.

Quarto, continuo a pensar que, como homem, ele deixou muito a desejar, mas... sei lá, quem sou eu para julgar...

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 22:30
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14
Nov 09

Este conto baseia-se no naufrágio do "Janko" ,um navio tanque que se partiu na costa da Galiza, naufragando uma das partes na costa portuguesa, perto da Capela de Santo Izidoro, Freguesia de Moledo.
 
O vento ciclónico soprava entre os ramos agitados dos pinheiros. A caruma voava e as pinhas desprendiam-se precoces. Pássaros sarapantados, escondiam-se algures entre a folhagem de arbustos rasteiros. Mais um galho quebrado abate-se na areia que lhe vai servir de cama. O som de madeira rachada faz-se ouvir, logo abafado pelo supremo uivo do ar em correria desesperada de norte para sul.

Na povoação as crianças agarradas às saias das mães tremelicam de medo e frio, que o Fevereiro trás o diabo nele. Temporal assim não lembrava aos mais velhos, já vão mais de duas semanas sem tréguas nem acalmia. Quantas telhas voaram dos frágeis casebres junto à praia. Até a chaminé do Tio Caçola se abateu rendida ao sopro de Éolo. Vidas miseráveis, ainda mais pobres quando o tempo amainar. Só pode ser obra do Demónio… ou do Senhor que está zangado. Por via das dúvidas acende-se o círio no oratório da sala e faz-se novena devota com esmola e promessa.

Os homens na loja da Curraca olham para o mar e não reconhecem as águas que lhes dão peixe, que lhes dão de comer. Vagas altas como castelos, coroadas de espuma suja que entram terra dentro para engolir os seus pobres haveres e tomar conta do que um dia foi seu. Mais logo, pela praia mar, vai molhar-lhes os pés, são marés mortas, se fosse esto de lua nova arrebentava com portas e postigos.

Entre duas tigelas de carrascão e o baralho sebento, discute-se o temporal que vem de noroeste, dos ingleses ou dos Açores, dizem aqueles que já foram ao bacalhau. Um vulto tapa por momentos a abertura da única porta da loja. A penumbra do interior torna-se tão carregada que nem a chama do candeeiro de petróleo sobre o pipo do vinho branco consegue penetrar. Entra sacudindo a samarra, limpa o rosto molhado à manga, resmunga uma praga que só ele percebe.

- Vem um navio à deriva – exclama com voz rouca perante a turba que não se contem com perguntas – para os lados da Meia Légua. Está partido em dois… vem dos galegos e vai encalhar…

Como impelidos por uma força maior, todos se acotovelaram para cruzar a pequena porta de duas folhas. Das toscas mesas não se moveram dois velhos que mal se tinham nas pernas e a dona da loja, ao balcão a aviar fiados que hão-de de ser saldados com o apuro das primeiras fainas. O mensageiro deixou-se cair sobre um dos bancos corridos e engoliu sôfrego o tinto que manchava a tigela esmoucada.

- Ainda tenho tempo, que o vapor está longe e vem a direito das Paredes Altas – justifica-se – vou a casa buscar uma corda que há-de dar jeito mais logo.

Os velhos acenaram com a cabeça, compreendida a intenção de saquear os despojos arrojados à penedia, se a Guarda-fiscal não aparecesse primeiro, corvos de uma figa. Ladrões que queriam tudo para eles. Chegavam à terra pobres como Jó, com uma mão atrás outra à frente e em duas penadas já construíam casa e compravam leiras de cultivo.

A porta da loja ainda batia impaciente agitando rolos de fumo que se desfaziam no ar frio do exterior. O tropel dos tamancos esvaía-se ao longe, o silvar do vento e o rezingar do mar voltaram a encher a taberna.

O navio tanque que se partira a noroeste da Corunha trepou preguiçoso pelos rochedos e deixou-se finalmente vistoriar pelos miseráveis que nada tinham e que tudo lhes servia. Um pedaço de ferro, uma camisa, um cabo, um saco de batatas, uma navalha; a tinta que enchia os porões libertava um fedor atordoante, mas já não havia nas redondezas nenhum balde, púcaro ou gamela que sobrasse. Tudo servia para arrecadar o precioso líquido que na primavera iria refrescar as paredes e os muros escurecidos do musgo invernal.

Os da Guarda Fiscal montaram vigia em terra durante dias, enquanto os homens acorriam ao salvado por o lado do mar, desembarcando das frágeis masseiras sempre que o mar lhes concedia uma calada. Uns ficavam aos remos a governar a embarcação, outros saltavam a penedia até às entranhas ferrugentas do velho “Janko” para lhe escoarem mais uns litros do precioso esmalte branco.

Da ociosidade da tasca já ninguém recordava, agora valia o negócio que gentes de Viana vinham fazer, a notícia correu célere, tal como no tempo do volfrâmio que ganhava quem mercava e pouco rendia a quem esgravatava. Negócio feito, tenda desfeita, a tempestade já lá vai, do vapor faz-se sucata, as dívidas estão saldadas, boa ajuda deu esta empreitada.

As redes da pescada estão prontas, os camaradas a postos, ultimo empurrão e a masseira flutua nas águas remansosas do portinho. Remos na mão, que vento só ao largo.

“Ala, ala, que temos de aproveitar a maré, o Senhor dos Aflitos vela por nós e as mulheres que ficaram hão-de dizer um Padre-Nosso por nós”.

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 11:53
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07
Nov 09

Navio tanque sueco, construído nos estaleiros Gotaverken de Gothenburg lançado à água a 28 de Julho de 1928 com 9827 toneladas e 149 metros de comprimento. Estava equipado com duas máquinas a diesel e podia atingir 11,5 nós.

 

 

Este barco mudou de nome várias vezes. No lançamento chamava-se “Nike” e pertencia à empresa R. Sorman; em 1938 foi vendido à empresa A. Jahre & Co que lhe mudou o nome para “Jaguar” e em 1939 para “Janko”; em 1941 foi vendido ao Governo Norueguês que passou a designá-lo por “Norsktank”; em 1947 regressa à posse de A. Jahre & Co. e volta a usar o nome “Janko”.
A 28 de Janeiro de 1951 devido ao mau tempo partiu-se em dois a cerca de 67 milhas a noroeste da Corunha (43,40N 9,40W) carregado com tinta. Uma das partes do navio veio à deriva e encalhou no Lugar do Caído, a norte de Vila Praia de Âncora, sendo posteriormente desmantelado para sucata.
publicado por Brito Ribeiro às 08:58
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31
Out 09

No tribunal de uma vila aqui perto, o delegado do Ministério Público chamou a sua primeira testemunha que era uma senhora de idade avançada.

Aproximou-se da testemunha e sorrindo perguntou:
- D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor da Câmara. É claro que te conheço!
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Ermelinda, conhece o advogado de defesa do réu?
- Claro que sim! Também o conheço desde pequeno. É um desgraçado que anda a maior parte das vezes bêbado, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem... é um dos piores que já vi. Não me esqueço também que engana a mulher com duas ou três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher. Queres saber mais alguma coisa?
O advogado de defesa ficou em estado de choque.
Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
 - Se algum dos dois perguntar ao estupor da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.
publicado por Brito Ribeiro às 19:10
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20
Out 09

Foi lançada no início deste mês a Colectânea de prosa e poesia "A Arte pela Escrita" segundo volume, no qual está publicado um pequeno conto da minha autoria.

Este livro surge por iniciativa do site literário ESCRITARTES, como forma de comemorar o segundo aniversário de existencia e reune textos de 40 autores.

Deixo-vos a capa do livro e a promessa de editar aqui, um destes dias, o meu conto "Tempestade".

 

publicado por Brito Ribeiro às 09:09
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17
Out 09

É incompreensível forma como tem sido esquecido este homem que tanta obra deixou, tão prestigiado foi em Portugal e no exterior, que marcou um estilo arquitectónico e que deixou escola.

O poder autárquico do Concelho de Caminha (excepção feita à Junta de Freguesia local, que há vários anos prestou-lhe uma homenagem), desde o 25 de Abril, para já não falar nos anteriores, nada fizeram para aprofundar o conhecimento público deste seu cidadão, para valorizar a sua obra, para honrar a sua memória.
Que me recorde, o único passo que foi dado, prendeu-se com a aquisição das ruínas da sua antiga residência em Seixas e que ao fim de meia dúzia de anos estão exactamente na mesma, em ruínas.
Por muito menos, mas muitíssimo menos, já vi festas, homenagens, romagens, efemérides, exposições, colóquios e outras coisas mais.
Pensando bem, muitas vezes mais vale cair em graça, que ser engraçado… Deixo-vos um breve apontamento biográfico da sua vida e obra, pode ser que assim desperte alguma consciência!
 
Miguel Ventura Terra nasceu a 14 de Julho de 1866 em Seixas e iniciou os seus estudos de arquitectura na Academia de Belas Artes do Porto.
Por ser o melhor classificado do seu curso, partiu para Paris em 1886 como pensionista do Estado, sendo discípulo dos arquitectos Jules Andrès e Victor Laloux então considerados dos mais eminentes arquitectos de França. Victor Laloux foi o autor da Gare de Orsay, hoje Museu de Orsay, em Paris.
 
 
Enquanto permaneceu em Paris tomou parte em vários concursos artísticos, obtendo 6 medalhas, 21 primeiras menções honrosas e 13 segundas. O governo francês reconheceu o seu valor, admitindo-o no concurso para arquitectos de 1ª classe diplomados pelo mesmo governo.
Regressou a Portugal em 1896 e logo tomou parte no concurso internacional aberto pelo governo para a construção da Câmara dos Deputados e parte restante do Parlamento, excepto Câmara dos Pares. Neste concurso obteve o primeiro lugar e foi encarregue de dirigir as obras respectivas, que terminaram em 1902.
 
 
No concurso para os dois pavilhões portugueses na exposição Universal de Paris em 1900 obteve os dois primeiros prémios. Teve a seu cargo a elaboração de inúmeros projectos do Ministério das Obras Publicas e foi autor de muitos outros, respeitantes a edifícios construídos em Portugal e no Brasil.
Em Viana do Castelo projectou a Igreja de Santa Luzia, em Lisboa são trabalhos seus o Teatro Politeama, a Igreja dos Anjos, a Sinagoga Israelita e a parte arquitectónica do monumento ao Marechal Saldanha.
 
 
Ainda em Lisboa foi autor do projecto do Palacete Mendonça, da Maternidade Alfredo da Costa, do Liceu Camões. Em Esposende projectou o Teatro-Club local, hoje Museu Municipal e em Vidago assinou o projecto do luxuoso Vidago Palace Hotel, inaugurado em 1910.
 
 
O arquitecto Miguel Ventura Terra foi distinguido pelo Rei D. Carlos que lhe ofereceu o compasso que pertenceu a João Frederico Ludovico, autor do projecto do Convento de Mafra.
Em 1908 foi eleito para a Câmara Municipal de Lisboa, possuía a comenda da Ordem de Santiago, era vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e membro da Sociedade dos Arquitectos Diplomados de França.
Faleceu com 53 anos, em Lisboa, a 30 de Abril de 1919 e está sepultado na sua terra natal, em Seixas, Freguesia do Concelho de Caminha.
publicado por Brito Ribeiro às 14:31
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10
Out 09

- Bom dia, é da recepção do hospital. Em que posso ser util?

- Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...

- Qual é o nome do doente?

- Chama-se Celso e está no quarto 302.

- Um momento, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...

- Bom dia, sou a enfermeira Lurdes. O que deseja?

- Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!

- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.

- Aqui é o Dr. Carlos Andrade, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?

- Olá, Sr. doutor. Precisava que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.

- Ok, vou consultar a ficha do doente... Só um instante!... Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando assim, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.

- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!

- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?

- Não, sou o próprio Celso que telefona daqui do 302!!! É que toda a gente entra e sai do quarto, mas ninguém me diz a ponta de um corno... só queria saber se estava melhor!!!

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 18:23
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04
Out 09

A Freguesia de Moledo cresceu em torno de duas realidades distintas. Na zona litoral, multiplicaram-se as casas de gente abastada que vinha a banhos para a praia mais iodada de Portugal ou apenas passava largas temporadas ociosas no ambiente pacato da aldeia.

Na zona interior da Freguesia viviam e trabalhavam na agricultura, os cidadãos locais.

As seguintes fotos reportam-se a 1905 e a Avenida de Santana ainda não era calcetada, nem havia iluminação pública.

 

Na primeira casa viveu o encenador, escritor e artista plástico António Pedro

 

 

Algumas casa já dispunham de iluminação exterior, distinguindo-se nesta a lanterna no muro

 

 

A casa do Eng. Sousa Rego e a Capela de S. Teresa

 

 

Uma foto dos anos sessenta que retrata a EN-13 a passar na Av. de Santana e o Pinhal do Camarido ao fundo

 

 

Uma panorâmica interessante da praia de Moledo antes da construção do Paredão e Av. Marginal com a configuração actual

 

publicado por Brito Ribeiro às 20:28

24
Set 09

A Câmara Municipal de Caminha emitiu recentemente um comunicado onde dá conta dos resultados do estudo “Identificação e Caracterização das Fontes Poluidoras do Rio Âncora” que tinha sido encomendado à Faculdade de Engenharia do Porto.

Este estudo aponta a ETAR da Gelfa “como principal foco poluidor” do Rio Âncora assim como as linhas de água pluviais que atravessam a zona urbana de VPA, descarregando na zona do Parque Ramos Pereira e que acarretam lixos e águas residuais.
Sem reservas, subscrevo genericamente estas conclusões. Acrescento também que as defendo publicamente há mais de dez anos em artigos de opinião, publicados em jornais ou revistas locais e regionais, assim como durante o meu exercício como vereador na autarquia caminhense entre 2002 e 2005.
Foram precisos tantos anos para (afinal) dar a mão à palmatória e reconhecer aquilo que era por demais evidente a qualquer pessoa de bom senso e com um mínimo de conhecimentos sobre ambiente. Lamentável é vir agora dizer que a Empresa de Águas Minho Lima é maioritariamente detida pelo Estado Português e esconder que é também participada pelo Município de Caminha que até detêm lugares indigitados nos seus órgãos sociais.
Quem ganhar o próximo confronto eleitoral autárquico deverá, sem tibiezas, defender perante a Empresa de Águas Minho-Lima a construção de um emissário submarino e deve encetar a requalificação das linhas de água que recolhem as águas pluviais ao longo do seu curso, assim como águas residuais clandestinamente ligadas.
Como Ancorense fico feliz se a conclusão deste estudo contribuir para resolver, de forma séria, os problemas de poluição que ciclicamente levam Vila Praia de Âncora e o Rio Âncora para as páginas dos jornais.
No entanto, ficarei seriamente preocupado se este comunicado não passar de baixa chicana política de arremesso a dois ou três dia de um acto eleitoral e não tiver consequências futuras.
Vamos esperar para ver.
publicado por Brito Ribeiro às 20:09
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18
Set 09

Foto obtida durante a Festa da senhora da Agonia de 2009 em Viana do Castelo. Simplesmente espectacular, digo eu!

publicado por Brito Ribeiro às 22:42

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